Qual fator está associado à necessidade de marcapasso defin...

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Q4192170 Medicina
Qual fator está associado à necessidade de marcapasso definitivo em pacientes após troca valvar aórtica percutânea (TAVI)?
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O fator decisivo é o distúrbio de condução pré-existente, especialmente o bloqueio de ramo direito (BRD): como a TAVI pode lesar/comprimir o sistema de condução próximo ao anel aórtico e ao septo membranoso, a presença de BRD reduz a reserva infranodal e aumenta o risco de bloqueio AV avançado, o que sustenta a necessidade de marcapasso definitivo e torna a alternativa A a correta.

Tema central: Marcapasso pós-TAVI
Análise das alternativas
A
Certa
O bloqueio de ramo direito prévio é preditor reconhecido de necessidade de marcapasso definitivo após TAVI. O fundamento é anatômico e eletrofisiológico: a prótese pode comprimir ou lesar estruturas do sistema de condução adjacentes ao complexo valvar aórtico. Se o paciente já entra no procedimento com BRD, qualquer injúria adicional à condução remanescente aumenta a probabilidade de bloqueio AV de alto grau, o que sustenta a indicação de marcapasso.
B
Errada
Ausência de calcificação valvar não é preditor clássico de necessidade de marcapasso após TAVI. Quando a calcificação tem relevância, o que importa é o contexto anatômico e a interação com a prótese, não a simples ausência de calcificação como marcador de maior risco de distúrbio de condução.
C
Errada
Ausência de hipertrofia ventricular esquerda não tem relação fisiopatológica direta reconhecida com lesão do sistema de condução pós-TAVI. O desfecho cobrado é elétrico, ligado à proximidade anatômica do implante com o feixe de His e estruturas adjacentes, e não à presença ou ausência de hipertrofia ventricular.
D
Errada
Fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada não é preditor decisivo de necessidade de marcapasso após TAVI. Função sistólica global avalia desempenho hemodinâmico, mas não substitui os preditores eletrocardiográficos e anatômicos de bloqueio de condução relacionado ao procedimento.
E
Errada
Sexo masculino isoladamente não é fator clássico e suficiente para predizer necessidade de marcapasso pós-TAVI nesta questão. Frente a um preditor eletrofisiológico consolidado como BRD prévio, uma variável demográfica isolada não tem o mesmo peso decisivo nem base fisiopatológica direta para explicar bloqueio AV avançado.
Pegadinha da questão
A banca contrapõe um preditor eletrocardiográfico clássico de distúrbio de condução pós-TAVI a variáveis estruturais, funcionais e demográficas inespecíficas, induzindo o erro de procurar gravidade cardíaca geral em vez de risco elétrico específico.
Dica para questões semelhantes
  • Em complicações de condução após TAVI, priorize distúrbios de condução prévios, especialmente BRD, antes de considerar variáveis ecocardiográficas ou demográficas.
  • Separe risco elétrico de risco hemodinâmico: fração de ejeção e hipertrofia ventricular não explicam, por si, necessidade de marcapasso pós-procedimento.
  • Quando a pergunta for sobre marcapasso após TAVI, pense na relação anatômica entre valva aórtica, septo membranoso e sistema His-Purkinje.

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