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Q4192159 Medicina
Observe o caso clínico a seguir para responder à questão:

Paciente, 58 anos, com infarto agudo do miocárdio, há 10 meses, diabetes mellitus tipo 2, doença arterial periférica assintomática e angioplastia prévia com stent farmacológico comparece em seguimento. Está em uso de rosuvastatina 40 mg, ao dia, e ezetimiba 10 mg, ao dia. Exames laboratoriais demostram LDL colesterol de 54 mg/dL, não HDL de 86 mg/dL, triglicerídeos de 156 mg/dL e boa adesão ao tratamento. Permanece assintomático. 
A partir da confirmação de adesão terapêutica, pelo paciente e familiares, para rosuvastatina 40 mg e ezetimiba 10 mg, é correto afirmar que a estratégia terapêutica indicada é
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Em prevenção secundária de ASCVD de muito alto risco, a base de decisão adotada pela questão usa meta de LDL-C <55 mg/dL e não-HDL-C <85 mg/dL; quando o paciente já está em estatina de alta intensidade + ezetimiba com adesão confirmada e permanece no limiar/acima do alvo, a recomendação é intensificar com inibidor de PCSK9. Aqui, o LDL é 54 mg/dL, mas o não-HDL é 86 mg/dL, acima da meta.

Tema central: Intensificação hipolipemiante em ASCVD muito alto risco
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. Reduzir a intensidade da estatina contraria a prevenção secundária em paciente de muito alto risco que tolera a terapia e ainda não atingiu plenamente a meta lipídica adotada. O cenário pede intensificação, não desintensificação.
B
Errada
Errada. O foco não é triglicerídeo, e sim redução de risco aterosclerótico por LDL/não-HDL. Triglicerídeos de 156 mg/dL são limítrofes e não justificam priorizar fibrato. Além disso, suspender ezetimiba piora o controle de LDL.
C
Errada
Errada. Apenas manter o esquema ignora que, em muito alto risco, estatina de alta intensidade + ezetimiba com adesão confirmada ainda pode exigir intensificação quando o alvo não é plenamente atingido. O não-HDL de 86 mg/dL reforça essa necessidade.
D
Errada
Errada. Não há equivalência obrigatória entre rosuvastatina 40 mg e atorvastatina em dose moderada quando associadas à ezetimiba. Rosuvastatina 40 mg é de alta intensidade, e a troca para dose moderada reduz a potência hipolipemiante.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o paciente tem ASCVD estabelecida de muito alto risco, com IAM prévio, diabetes mellitus tipo 2 e doença arterial periférica, e já usa rosuvastatina 40 mg associada à ezetimiba 10 mg, com boa adesão confirmada. Pela diretriz usada como base, a meta em muito alto risco é LDL-C <55 mg/dL e não-HDL-C <85 mg/dL. Embora o LDL esteja no limite, o não-HDL de 86 mg/dL permanece acima do alvo, o que sustenta intensificação. Nessa situação, a próxima etapa é acrescentar inibidor de PCSK9.
Pegadinha da questão
A banca explora a impressão de que LDL de 54 mg/dL já bastaria. O ponto decisivo é o contexto de muito alto risco e o não-HDL de 86 mg/dL acima do alvo adotado, o que favorece a adição de PCSK9.
Dica para questões semelhantes
  • Estratifique o risco antes de decidir: IAM prévio + DM2 + doença arterial periférica = ASCVD de muito alto risco.
  • Em prevenção secundária, confira se o paciente já está em estatina de alta intensidade, ezetimiba e com adesão confirmada antes de pensar na próxima classe.
  • Não avalie só LDL isoladamente: algumas questões cobram também o não-HDL como critério de intensificação.
  • Triglicerídeos discretamente elevados não mudam o eixo principal quando o problema é risco aterosclerótico residual.

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