Considerando o caso clínico exposto e que o paciente foi ma...

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Q4192157 Medicina
Analise o caso clínico a seguir para responder à questão:

Paciente do sexo masculino, 61 anos, hipertenso, diabético tipo 2, dislipidêmico e ex-tabagista, procura avaliação por dor torácica em aperto aos esforços moderados, há 4 meses, retroesternal, com melhora ao repouso. Refere redução progressiva da tolerância ao exercício, mas permanece estável hemodinamicamente. O eletrocardiograma de repouso sem alterações. O ecocardiograma com doppler colorido demonstra fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 58%, sem alterações segmentares. Encaminhado para angiotomografia de coronária, apresentando escore de cálcio coronariano (CAC) de 412 unidades Agatston, presença de placa mista extensa em descendente anterior proximal, com estenose estimada em 70% a 80%, além de placas não obstrutivas em coronária direita e circunflexa, sem sinais de oclusão. Não há achados de tronco de coronária esquerda.
Considerando o caso clínico exposto e que o paciente foi mantido em tratamento com antiagregação plaquetária, betabloqueador, antianginosos e estatina de alta potência, porém continua referindo angina limitante, classe funcional II para III, apesar de adesão terapêutica adequada, é correto afirmar que, nesse momento, a conduta é
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Em DAC crônica sintomática, a persistência de angina limitante apesar de terapia medicamentosa otimizada, associada a lesão obstrutiva importante em angiotomografia, indica coronariografia invasiva para definição anatômica final, com possibilidade de avaliação funcional invasiva e planejamento de revascularização conforme os achados.

Tema central: DAC crônica sintomática refratária
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o escore de cálcio quantifica carga aterosclerótica e risco, mas não define, neste contexto, a indicação de cateterismo. O caso já mostra DAC obstrutiva e angina persistente, o que torna inadequado basear a decisão em CAC seriado.
B
Errada
Está errada porque a angiotomografia modificou a estratificação ao demonstrar placa extensa e estenose importante em DA proximal. Manter apenas tratamento clínico ignora a refratariedade sintomática e a necessidade de investigação invasiva para definir a conduta.
C
Errada
Está errada porque a lesão em DA proximal na angioTC não autoriza indicar revascularização cirúrgica diretamente, sem coronariografia diagnóstica. A coronariografia serve para definir a anatomia final e orientar o planejamento da revascularização, sem presumir a modalidade terapêutica apenas pela angioTC.
D
Errada
Está errada porque repetir angiotomografia em 12 meses posterga desnecessariamente a definição diagnóstica e terapêutica. O paciente já apresenta angina limitante apesar de tratamento adequado e lesão obstrutiva importante, o que justifica a avaliação invasiva agora.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o paciente tem angina estável típica, mantém sintomas limitantes apesar de antiagregante, betabloqueador, antianginosos e estatina de alta potência, e a angiotomografia já mostrou estenose relevante em DA proximal. Nesse cenário, a coronariografia invasiva é a etapa apropriada para confirmar a anatomia luminal, permitir eventual avaliação funcional invasiva quando necessário e subsidiar o planejamento da revascularização conforme a anatomia final.
Pegadinha da questão
A banca tenta confundir estabilidade hemodinâmica com necessidade de apenas seguimento clínico e trocar exames de carga aterosclerótica ou anatomia não invasiva pela coronariografia invasiva, que é a etapa indicada quando há angina refratária com lesão obstrutiva relevante.
Dica para questões semelhantes
  • Em DAC crônica, angina limitante persistente apesar de tratamento otimizado muda a conduta para investigação invasiva.
  • Escore de cálcio serve para quantificar carga aterosclerótica e risco, não para decidir sozinho cateterismo em paciente sintomático.
  • AngioTC sugere e estratifica, mas a definição anatômica final para planejamento de revascularização é feita por coronariografia invasiva.
  • Lesão em DA proximal não implica cirurgia automática; a decisão depende da anatomia invasiva final.

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