Paciente, sexo masculino, de 78 anos, com fibrilação atrial...

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Q4192153 Medicina
Paciente, sexo masculino, de 78 anos, com fibrilação atrial permanente, CHA2 DS2 -VASc de 5 e HAS-BLED de 4, apresenta história de sangramento gastrointestinal recente, com necessidade de transfusão. Permanece em alto risco tromboembólico, mas com recorrência potencial de sangramento.
Nesse cenário, qual é a correta estratégia para prevenção de eventos tromboembólicos?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Paciente com fibrilação atrial permanente, CHA2DS2-VASc de 5 e sangramento gastrointestinal recente grave com transfusão, com risco de recorrência hemorrágica, configura cenário de limitação importante à anticoagulação de longo prazo; nessa situação, as diretrizes permitem considerar a oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo como alternativa.

Tema central: FA com alto risco embólico e sangramento
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque dupla antiagregação plaquetária não substitui adequadamente a anticoagulação na fibrilação atrial para prevenção de AVC cardioembólico. Além de ser inferior para prevenir embolia na FA, também mantém risco hemorrágico relevante.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o enunciado não descreve apenas HAS-BLED elevado, mas um evento hemorrágico digestivo maior recente, com necessidade de transfusão, em paciente que continua com risco embólico alto. Nesse contexto, a anticoagulação oral deixa de ser uma solução simples e as diretrizes citadas na base admitem a oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo como alternativa quando há contraindicação ou limitação importante ao uso prolongado de anticoagulação.
C
Errada
Está errada porque afirmar anticoagulação plena indefinidamente 'independentemente do risco de sangramento' contraria o dado decisivo do caso: houve sangramento gastrointestinal recente grave com transfusão e possibilidade de recorrência. O HAS-BLED alto isoladamente não proíbe anticoagulação, mas hemorragia maior recente obriga reavaliar o balanço risco-benefício e considerar alternativas.
D
Errada
Está errada porque anticoagulação intermitente conforme sintomas não é estratégia válida para prevenção tromboembólica na fibrilação atrial permanente. O risco embólico depende do perfil clínico e da própria FA, que pode ser assintomática, e não da percepção de sintomas.
E
Errada
Está errada porque suspender definitivamente a anticoagulação sem oferecer estratégia substitutiva abandona a prevenção tromboembólica em um paciente com CHA2DS2-VASc de 5. O caso exige conciliar risco embólico elevado com risco hemorrágico importante.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tratar HAS-BLED alto como se, sozinho, definisse a conduta e achar que o risco hemorrágico elevado autoriza apenas suspender anticoagulação ou trocá-la por dupla antiagregação. O ponto decisivo é que o enunciado combina alto risco embólico com sangramento maior recente, abrindo espaço para alternativa não farmacológica.
Dica para questões semelhantes
  • Em fibrilação atrial, primeiro defina se o problema central é necessidade de prevenir AVC cardioembólico; CHA2DS2-VASc alto exige alguma estratégia efetiva de proteção.
  • HAS-BLED elevado isoladamente não contraindica automaticamente anticoagulação; o que muda o cenário é hemorragia maior recente, ativa ou com alta chance de recorrência.
  • Se a questão trouxer limitação relevante à anticoagulação de longo prazo, procure a alternativa de oclusão do apêndice atrial esquerdo quando ela aparecer.
  • Não aceite dupla antiagregação nem anticoagulação 'conforme sintomas' como substitutos válidos da anticoagulação na FA.

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