Feminina, 52 anos, comparece ao consultório referindo dor s...
Gabarito comentado
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Tema central: Neuralgia do trigêmeo — dor facial súbita, paroxística, intensa e de curta duração, envolvendo uma ou mais divisões do nervo trigêmeo, geralmente unilateral e sem déficits neurológicos evidentes entre as crises.
Análise da alternativa correta (E):
“O diagnóstico de neuralgia clássica do trigêmeo é confirmado na ausência de alterações compressivas do nervo trigêmeo.”
De acordo com a ICHD-3 e grandes referências como Harrison’s, a neuralgia do trigêmeo se divide em:
- Clássica (idiopática): Não há lesão estrutural evidenciável; pode haver compressão vascular apenas microscópica, não detectável em exames convencionais.
- Secundária (sintomática): Decorre de alterações detectáveis, como tumores, malformações ou esclerose múltipla.
Portanto, correto: a ausência de alterações compressivas ou estruturais no exame de imagem (ressonância) confirma a forma clássica da doença.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. A maioria dos pacientes não apresenta causa identificável. Segundo o “Harrison’s” e protocolos padrão, compressões estruturais visíveis são raras nas formas clássicas, ocorrendo em menos de 15% dos casos.
B) Incorreta. A eletroneuromiografia do facial não faz parte do diagnóstico nem diferencia neuropatia sensitiva. O exame de escolha para investigação etiológica é a ressonância magnética de crânio, conforme diretrizes internacionais.
C) Incorreta. Embora a RM possa detectar compressão vascular, a artéria cerebral média não é comumente envolvida. O vaso mais frequentemente implicado é a artéria cerebelar superior.
D) Incorreta. O tratamento medicamentoso de escolha consiste em carbamazepina e/ou oxcarbazepina, não verapamil.
Dica de prova: Atenção à diferenciação entre formas clássica e secundária! Sempre procure por informações sobre causas estruturais nos exames de imagem.
Resumo das evidências: Segundo o Manuais MSD: “O diagnóstico da forma clássica é estabelecido na ausência de causas estruturais ou alterações neurológicas entre as crises.”
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