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Para resolver a questão sobre a Terapia Periodontal de Suporte e o risco de recorrência de Periodontite, é importante compreender como o risco é avaliado e quais fatores contribuem para a progressão da doença. Vamos analisar a questão e suas alternativas.
Alternativa Correta: E
Explicação: Indivíduos com baixas médias de percentagem de sangramento à sondagem (≤ 10% das superfícies) são considerados de baixo risco para a recorrência da doença periodontal. O sangramento à sondagem é um indicador clínico de inflamação gengival, e baixa presença de sangramento sugere controle efetivo da doença periodontal.
Alternativa A: Incorreta. Pesquisas sobre o polimorfismo da Interleucina 1 (IL-1) mostram que um genótipo positivo para IL-1 está associado a uma resposta inflamatória mais intensa e não ao contrário. Assim, pacientes com genótipo positivo são geralmente mais propensos a desenvolver lesões periodontais mais avançadas.
Alternativa B: Incorreta. Indivíduos com até duas bolsas periodontais residuais maiores do que 4 mm não são necessariamente considerados de alto risco. O risco é mais alto quando há múltiplas bolsas residuais significativas, indicando possível progressão da doença.
Alternativa C: Incorreta. A extensão da perda de osso alveolar em relação à idade é sim considerada um indicador de risco para a recorrência da doença periodontal. Uma perda óssea significativa para a idade do paciente geralmente indica um curso mais agressivo da doença.
Alternativa D: Incorreta. Fumantes ocasionais (10 cigarros por dia) são de fato considerados de risco moderado, não alto, para a progressão da doença periodontal. Ex-fumantes que pararam há mais de 5 anos têm um risco mais próximo de indivíduos que nunca fumaram, o que não justifica classificá-los como de risco moderado.
Para responder adequadamente a questões desse tipo, é importante ter um entendimento sólido dos fatores de risco associados à periodontite, como hábitos de higiene, histórico de tabagismo e indicadores clínicos como sangramento à sondagem.
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- Pacientes com genótipo positivo para IL-1 (isto é, que apresentam o polimorfismo IL-1A e IL-1B) têm maior risco para progressão da Periodontite, especialmente quando associados a fatores ambientais como o fumo. O genótipo positivo está relacionado a uma resposta inflamatória exacerbada.
- De acordo com Carranza, até duas bolsas residuais >4 mm indicam risco moderado ou até baixo, dependendo de outros fatores associados (sangramento, controle de biofilme, histórico de perda). Risco alto é geralmente associado a mais de 5 sítios profundos com sangramento persistente.
- A relação entre perda óssea e idade é um dos principais indicadores de risco segundo o Carranza. É usado como parâmetro para julgar se a perda é proporcional ao esperado para a idade ou se há uma progressão agressiva da doença.
- Fumante que consome 10 cigarros por dia não é considerado ocasional, e sim fumante moderado, o que aumenta significativamente o risco de progressão da Periodontite, conforme os critérios de risco utilizados por Lang & Tonetti (2003), citados no Carranza (2016).
- OBSERVAÇÃO: O risco de recorrência da Periodontite em ex-fumantes só se iguala ao de não fumantes após cerca de 10 anos de cessação do tabagismo. Antes disso, mesmo com a interrupção do hábito, o risco permanece maior, especialmente nos primeiros anos após parar.
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