Todas as afirmativas abaixo sobre tumores de pelve renal e u...
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Tema central da questão: Tumores de pelve renal e ureter, foco em epidemiologia e histologia. Este é um ponto crucial em provas para urologistas, pois conhecer os subtipos histológicos influencia no diagnóstico, conduta e prognóstico.
Comentário da alternativa correta — C: A segunda causa mais comum corresponde aos adenocarcinomas.
Esta alternativa está incorreta porque os adenocarcinomas são extremamente raros no trato urinário superior. O subtipo histológico que ocupa a segunda posição é o carcinoma de células escamosas, ainda que sua frequência seja muito menor que a dos carcinomas uroteliais. Segundo o “MSD Manual de Medicina” e o livro Campbell-Walsh Urology (11ª edição, pág. 1626), “os carcinomas uroteliais constituem cerca de 90% dos casos; a maioria dos restantes compreende carcinomas de células escamosas e, raramente, adenocarcinomas”.
Análise das alternativas incorretas:
A) “Carcinomas uroteliais representam 90% dos tumores do trato urinário superior.”
Esta afirmação está correta. Os carcinomas uroteliais (ou transicionais) são, disparadamente, os tumores mais comuns da pelve renal e do ureter, respondendo por até 90-95% dos tumores, conforme diretrizes urológicas nacionais e internacionais.
B) “Tumores uroteliais de pelve renal e de ureter são mais comuns na sexta e sétima décadas de vida e incidem três vezes mais nos homens.”
Também correta. Há um claro predomínio em homens idosos, padrão reconhecido em epidemiologia oncológica (Campbell-Walsh Urology, 11ª ed.).
D) “Assim como os tumores uroteliais de bexiga, também apresentam características de recorrência.”
A recorrência é uma característica marcante dos tumores uroteliais de trato urinário superior e similar aos de bexiga: “35 a 75% dos pacientes desenvolverão recorrência vesical” (PCDT do Ministério da Saúde, câncer do trato urinário superior).
Estrategia e pegadinha: O ponto-chave nesta questão é a segunda causa histológica mais comum: a “pegadinha” reside em sugerir os adenocarcinomas, quando na verdade os carcinomas escamosos são mais relevantes. Fique atento a perguntas sobre ordem de frequência!
Resumo prático: Diagnóstico se faz com história (hematúria, dor lombar, massa), exames de imagem (Urotomografia, Urografia excretora) e confirmação histológica por biópsia. O tratamento baseia-se em nefroureterectomia e seguimento pela alta taxa de recorrência, conforme diretrizes do Ministério da Saúde e da SBU.
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