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Q4192133 Saúde Pública
Mulher de 24 anos, primigesta, com 14 semanas de idade gestacional, comparece à segunda consulta de pré- -natal na unidade básica de saúde. No primeiro trimestre (8ª semana), seus exames de triagem apresentaram teste rápido para sífilis (TRS) não reagente. Na consulta atual, a paciente relata o surgimento de uma lesão ulcerada única, indolor, de bordas endurecidas na região vulvar há 10 dias, que desapareceu espontaneamente antes da consulta. Ela não apresenta outras queixas. Um novo TRS é realizado, resultando reagente. O marido da gestante é convocado, mas recusa a testagem imediata. Não há alergias a medicamentos. O médico solicita o teste não treponêmico (VDRL) para seguimento.
Com base nas diretrizes de vigilância em saúde da sífilis em gestantes, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O dado decisivo foi o teste rápido reagente na gestação.

Tema central: Sífilis em gestante
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está de acordo com o critério operacional usado na vigilância em saúde: gestante com teste reagente para sífilis deve ser manejada e notificada conforme definição de caso, independentemente de estar sintomática no momento da consulta. O ponto técnico é que a sintomatologia atual não é requisito para reconhecer e conduzir sífilis em gestante quando há teste reagente.
B
Errada
Está errada porque, em gestação subsequente, a ocorrência deve ser notificada como novo caso de sífilis em gestante. A alternativa contraria o critério de notificação por ocorrência na gestação atual ao tratar como simples recidiva administrativa.
C
Errada
Está errada porque o critério ministerial de tratamento adequado na gestação exige tratamento completo para o estágio clínico e iniciado até 30 dias antes do parto. A alternativa troca esse marco objetivo por 15 dias, o que não atende ao critério.
D
Errada
Está errada porque a testagem para sífilis no momento do parto faz parte da rotina preconizada. Exames reagentes e estáveis no terceiro trimestre não tornam essa testagem opcional.
E
Errada
Está errada porque não existe regra de retratamento automático imediato com três doses apenas pela ausência de queda dos títulos de VDRL após dose única em sífilis primária. A conduta depende do seguimento sorológico, do momento da avaliação e da análise de reinfecção ou falha; a alternativa transforma monitoramento em retratamento obrigatório sem essa contextualização.
Pegadinha da questão
A confusão real era achar que, sem sintomas atuais, não se poderia classificar ou manejar sífilis em gestante. A regra decisiva é operacional: teste reagente na gestação basta para essa definição e conduta.
Dica para questões semelhantes
  • Em gestante, teste reagente para sífilis aciona manejo e notificação independentemente de sintomas no momento.
  • Para tratamento adequado na gestação, confira sempre o prazo objetivo de 30 dias antes do parto, não 15.
  • Não dispense testagem no parto por causa de acompanhamento prévio no terceiro trimestre.
  • Não transforme ausência de queda do VDRL em retratamento automático sem analisar tempo de seguimento e possibilidade de reinfecção ou falha.

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