Masculino, 57 anos, antecedente de diabetes melitus tipo 2 ...
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Tema central: O caso clínico aborda a Síndrome das Pernas Inquietas (SPI), um distúrbio neurológico caracterizado por desconforto nos membros inferiores, intensificação dos sintomas no repouso (principalmente à noite) e melhora com o movimento. É fundamental reconhecer o padrão clínico descrito no enunciado e correlacioná-lo aos critérios diagnósticos.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E está correta ao incluir os principais critérios de suporte da SPI:
- História familiar positiva: indica predisposição genética, bastante comum nesta síndrome.
- Resposta a dopaminérgicos: tratamento-padrão quando sintomas são frequentes ou graves, com ação no mecanismo fisiopatológico central da dopamina (Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20th Ed.; UpToDate, 2024).
- Índices de movimentos periódicos aumentados na polissonografia: marcador objetivo que sustenta o diagnóstico.
Análise das alternativas incorretas:
- A: Polineuropatia sensitiva geralmente NÃO cursa com melhora dos sintomas ao movimento, sendo diferente da clínica da SPI. Além disso, antidepressivos tricíclicos não são tratamento recomendado para SPI (podem até piorar os sintomas).
- B: Descreve parâmetros diagnósticos típicos de narcolepsia (SOREMPs, latência do sono <1 min), condição totalmente distinta da SPI, tanto em fisiopatologia quanto em tratamento.
- C: Apesar de baixos níveis de ferritina poderem ser achados na SPI, dosagem de hipocretina no líquor é específica de narcolepsia, não da SPI.
- D: Embora a polissonografia possa revelar movimentos periódicos aumentados, L-carnitina NÃO faz parte do tratamento da SPI. Os agonistas dopaminérgicos são o padrão ouro conforme diretrizes.
Pontos-chave e estratégias para prova: Sempre relacione o quadro clínico com critérios diagnósticos internacionais, desconfie quando alternativas abordarem medicações ou exames específicos de outras doenças do sono (como narcolepsia). O reconhecimento dos termos “movimentos periódicos”, “descanso”, “alívio com movimento” é essencial para SPI.
Resumo: O diagnóstico da SPI é clínico e apoiado pela resposta a dopaminérgicos, história familiar e achados polissonográficos. Evite confundir SPI com polineuropatia ou narcolepsia.
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