Masculino, 57 anos, comparece ao consultório referindo perd...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: A questão aborda o diagnóstico da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), também conhecida como Doença de Lou Gehrig, focando em achados clínicos e exames complementares relevantes para essa condição neurodegenerativa.
Justificativa para a alternativa correta (A): A ELA é caracterizada por degeneração progressiva dos neurônios motores superiores e inferiores. Na alternativa A, a realização de eletroneuromiografia (ENMG) mostrando sinais de denervação ativa, como fibrilações e ondas agudas positivas, é fundamental para confirmar o diagnóstico. Esses achados indicam a perda de neurônios motores, que é uma característica central da ELA. Este procedimento é uma prática comum e está de acordo com as diretrizes médicas, como as descritas em fontes como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e o UpToDate.
Análise das alternativas incorretas:
B: A ELA não é uma doença autoimune, logo, a pulsoterapia com metilprednisona não é indicada. Essa abordagem terapêutica é geralmente utilizada em doenças autoimunes, como esclerose múltipla, mas não se aplica à ELA.
C: A ausência de sintomas bulbares (como dificuldade para falar ou engolir) não exclui o diagnóstico de ELA. A doença pode começar em membros e progredir para sintomas bulbares, portanto, a afirmação de que isso confirma fasciculações benignas está incorreta.
D: A investigação de doença de Hodgkin e anticorpo anti-La está relacionada a polineuropatias paraneoplásicas e não à ELA. A ELA é uma condição primariamente neurodegenerativa e não está associada a neoplasias como o linfoma de Hodgkin.
E: Neuronopatia motora por bloqueio de condução, como na neuropatia desmielinizante, apresentaria anormalidades na latência motora distal e velocidade de condução, ao contrário do que é afirmado. A ENMG na ELA mostra padrões de denervação, não de bloqueio de condução.
Na resolução de questões de neurologia, é essencial compreender os achados clínicos e os exames complementares que são típicos de cada doença, além de estar atento às características que as diferenciam de outras condições. Esse conhecimento é crucial para o diagnóstico correto e abordagem terapêutica adequada.
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