Jovem de 17 anos, do sexo masculino, sem comorbidades, refer...

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Q4192633 Medicina
Jovem de 17 anos, do sexo masculino, sem comorbidades, refere obstrução nasal unilateral e progressiva há oito meses. Há episódios de epistaxe com aumento progressivo de volume e frequência. Refere hiposmia e sensação de pressão facial, sem outros sinais ou sintomas. Por meio de rinofaringoscopia, observa-se massa adentrando a cavidade nasal, sangrante à manipulação. Realizada tomografia computadorizada, observa-se lesão expansiva centrada em forame esfenopalatino com extensão para fossa pterigopalatina e abaulamento da parede posterior do seio maxilar, com remodelamento ósseo. A lesão apresenta realce intenso após a administração de contraste iodado, já na fase arterial precoce.
Com base no caso descrito, assinale a alternativa correta quanto à principal hipótese diagnóstica.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O conjunto clínico-radiológico é típico de angiofibroma nasofaríngeo juvenil: adolescente do sexo masculino com obstrução nasal unilateral progressiva, epistaxes recorrentes, massa hipervascular sangrante à manipulação e TC com lesão centrada no forame esfenopalatino, estendendo-se à fossa pterigopalatina, com remodelamento ósseo e realce arterial intenso; nessa hipótese, a consequência diagnóstica é evitar biópsia pelo risco hemorrágico e considerar arteriografia com embolização pré-operatória.

Tema central: Angiofibroma nasofaríngeo juvenil
Análise das alternativas
A
Errada
Linfoma extranodal não é a principal hipótese diante desse conjunto. O caso traz topografia e padrão vascular característicos de angiofibroma juvenil: lesão centrada no forame esfenopalatino, extensão para fossa pterigopalatina, sangramento à manipulação e realce arterial intenso. Além disso, a proposta de amostra citológica conflita com a implicação prática central do caso, porque na suspeita de angiofibroma a abordagem invasiva diagnóstica deve ser evitada pelo risco hemorrágico.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne exatamente o diagnóstico e a implicação prática esperados para esse quadro. A combinação epidemiológica, clínica e radiológica é típica de angiofibroma nasofaríngeo juvenil: sexo masculino, 17 anos, epistaxe recorrente, obstrução nasal unilateral, massa muito vascular e origem na região do forame esfenopalatino com extensão à fossa pterigopalatina. O realce intenso já na fase arterial precoce e o remodelamento ósseo reforçam tratar-se de lesão vascular expansiva. Por isso, a biópsia deve ser evitada pelo risco de hemorragia importante, e a arteriografia com embolização pré-operatória é compatível com o preparo terapêutico.
C
Errada
Carcinoma epidermoide é afastado principalmente pela incompatibilidade do perfil clínico-radiológico com essa hipótese. A idade e o sexo do paciente, a origem na região esfenopalatina/pterigopalatina, a hipervascularidade exuberante e o remodelamento ósseo favorecem angiofibroma juvenil, não um carcinoma sinonasal infiltrativo típico. A biópsia incisional proposta ainda é tecnicamente inadequada nesse cenário, porque a lesão descrita é altamente vascular e sangrante.
D
Errada
Papiloma invertido não corresponde ao padrão anatômico nem ao comportamento vascular descritos. A base destaca que essa lesão do caso é centrada no forame esfenopalatino, com extensão à fossa pterigopalatina e realce arterial intenso, o que é característico de angiofibroma juvenil. Além disso, a embolização arterial não corresponde ao manejo habitual do papiloma invertido segundo a própria base, sendo aqui uma pista específica do tumor vascular.
E
Errada
A alternativa tenta sustentar carcinoma de glândulas salivares menores por exclusão de carcinoma epidermoide, mas isso não resolve o caso. O decisivo é que a apresentação imaginológica e endoscópica é classicamente compatível com angiofibroma juvenil: lesão hipervascular de origem esfenopalatina, com sangramento à manipulação, extensão pterigopalatina e realce arterial precoce intenso. A ausência de fatores de risco para carcinoma epidermoide não transforma outro carcinoma na principal hipótese.
Pegadinha da questão
A banca mistura diagnóstico com conduta: quem reconhece o angiofibroma juvenil precisa também reconhecer a exceção clássica de não realizar biópsia e de considerar embolização pré-operatória.
Dica para questões semelhantes
  • Em massa nasal de adolescente do sexo masculino com epistaxe recorrente, procure a combinação forame esfenopalatino + fossa pterigopalatina + hipervascularidade intensa; isso praticamente aponta para angiofibroma juvenil.
  • Se a lesão é sangrante à manipulação e tem realce arterial precoce exuberante, a possibilidade de tumor vascular muda a conduta diagnóstica: biópsia pode ser inadequada.
  • Diferencie crescimento expansivo com remodelamento ósseo de padrão destrutivo/infiltrativo; no caso descrito, o remodelamento favorece angiofibroma juvenil.
  • Não deixe unilateralidade e epistaxe empurrarem automaticamente para carcinoma; a topografia de origem e o padrão vascular são os critérios decisivos.

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