Quanto à epidemiologia dos carcinomas epidermoides (CEC) do...

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Q4192608 Medicina
Quanto à epidemiologia dos carcinomas epidermoides (CEC) do trato aerodigestivo superior, assinale a alternativa correta.
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A decisão está no reconhecimento de que, no CEC de orofaringe, o status HPV-positivo é um marcador prognóstico favorável, mas essa vantagem é atenuada quando há coexposição importante a tabaco e álcool. Como a alternativa D descreve exatamente essa relação prognóstica, ela é a correta.

Tema central: HPV e prognóstico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o câncer de laringe tem associação causal clássica e forte com tabagismo. Portanto, não é correto afirmar aumento global independente das tendências de consumo de tabaco. O erro da alternativa é dissociar a epidemiologia do câncer de laringe de seu principal determinante carcinogênico.
B
Errada
Está errada porque a hipofaringe não supera a orofaringe em frequência como regra epidemiológica brasileira. A distribuição anatômica consolidada dos CEC de cabeça e pescoço não sustenta essa inversão, e a orofaringe ganhou relevância epidemiológica, inclusive pelo componente relacionado ao HPV.
C
Errada
Está errada porque a afirmação é mais ampla do que o que está solidamente estabelecido para esse tipo de prova. Há plausibilidade biológica para redução futura, mas não se sustenta afirmar de forma ampla que a ampla cobertura vacinal já esteja associada a menor incidência populacional de CEC de orofaringe em países de alto IDH. O ponto médico decisivo é a diferença entre reduzir infecção por HPV e já demonstrar, de modo consolidado, queda de incidência de câncer após a latência carcinogênica.
D
Certa
No CEC de orofaringe, o subtipo HPV-positivo tem perfil biológico e prognóstico mais favorável que o HPV-negativo. Esse benefício, porém, não é absoluto: tabagismo e álcool mantêm carga carcinogênica adicional, associam-se a piores desfechos oncológicos e maior risco de segundos tumores primários, o que diminui a magnitude da vantagem prognóstica ligada ao HPV. É exatamente isso que a alternativa D afirma.
E
Errada
Está errada porque rinofaringe e tumores rinossinusais não são os exemplos clássicos de redução atribuível às campanhas antitabagismo. A rinofaringe tem etiologia importante ligada a EBV e fatores geográficos, e os tumores rinossinusais têm associação ocupacional relevante. Generalizar o efeito do antitabagismo para esses sítios contraria a correlação etiológica predominante.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre melhor prognóstico do CEC de orofaringe HPV-positivo e proteção prognóstica absoluta; o HPV melhora o prognóstico, mas tabaco e álcool reduzem esse benefício.
Dica para questões semelhantes
  • Em orofaringe, diferencie fator biológico favorável do HPV de coexposições que pioram desfecho, como tabaco e álcool.
  • Não aceite afirmações epidemiológicas globais que ignorem o principal fator causal do subsítio tumoral, como laringe e tabagismo.
  • Separar plausibilidade biológica de efeito populacional já demonstrado evita erro em alternativas sobre vacinação e incidência de câncer.
  • Em cabeça e pescoço, não generalize o impacto do antitabagismo para tumores cuja etiologia principal não é tabaco.

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