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Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo sobre o sorriso gengival. A seguir marque a opção com a sequência correta.
( ) Na presença de um sorriso gengival, é mais estético que a gengiva marginal dos molares esteja no mesmo nível.
( ) Um sorriso é tido como gengival se mais de 3mm de gengiva é visível durante um sorriso moderado.
( ) Uma quantidade excessiva de tecido mole é antiestética em si, pois a maneira cujo excesso tecidual está disposto em relação aos dentes e aos lábios diz respeito à estética.
( ) É o paciente que deve considerar se o sorriso gengival é feio em função de sua própria concepção, da opinião de seu meio de convívio etc.
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Tema central: Sorriso gengival é a exposição aumentada de gengiva ao sorrir, avaliada pela quantidade de tecido gengival visível, simetria dos contornos e harmonia com dentes e lábios. Em geral, considera-se > 3 mm de exposição gengival como limiar para “sorriso gengival” em sorriso social/espontâneo.
Gabarito: C — F – V – F – V
Afirmação 1 (F): A estética do sorriso foca os anteriores (linha do sorriso, zênites gengivais e simetria entre caninos e incisivos). Não há regra estética de que a gengiva marginal dos molares deva estar no mesmo nível; molars mal aparecem na zona estética. Referência: Kokich VO Jr.; Sarver DM; Carranza’s Clinical Periodontology.
Afirmação 2 (V): Limiar prático aceito: exposição gengival > 3 mm em sorriso moderado/espontâneo caracteriza sorriso gengival. (Tjan et al., 1984; Sarver, 2004; AAP – considerações estéticas perioplásticas).
Afirmação 3 (F): O “excesso” de tecido mole não é antiestético por si. A percepção depende de distribuição (simetria/contorno), proporções dentárias e dinâmica labial. Há casos com 2–3 mm aceitáveis esteticamente. (Garber & Salama, 1996; Kokich; AAP).
Afirmação 4 (V): A indicação terapêutica é centrada no paciente: trata-se quando há queixa estética e impacto psicossocial, após diagnóstico etiológico. (Princípios de tomada de decisão estética; AAP; Carranza).
Por que as outras alternativas estão erradas?
A (F – F – V – V): Erra a 2ª (deveria ser V) e a 3ª (deveria ser F).
B (V – F – V – F): Inverte a 1ª (deveria ser F), a 2ª (deveria ser V) e a 3ª (deveria ser F).
D (V – V – F – F): Erra a 1ª (deveria ser F) e a 4ª (deveria ser V).
Como resolver na prova (estratégia):
- Grave o limiar clínico: exposição gengival > 3 mm = tendência a sorriso gengival.
- Lembre dos zênites gengivais: centrais ≈ caninos; laterais ligeiramente mais coronais; molares não regem a estética do sorriso.
- Pense em autonomia do paciente: queixa estética guia conduta.
Diagnóstico diferencial resumido: avaliar etiologia: erupção passiva alterada, excesso vertical maxilar, extrusão dentoalveolar, lábio curto/hipermóvel. Exames: fotos do sorriso, análise cefalométrica, sondagem óssea e gengival.
Condutas (conforme etiologia): plastia de coroas/osteotomia (erupção passiva alterada), cirurgia ortognática (excesso vertical maxilar), ortodontia intrusiva (extrusão), toxina botulínica e/ou reposicionamento labial (lábio hipermóvel/curto). Base: Carranza; AAP; revisões Sarver/Kokich.
Referências úteis: Carranza’s Clinical Periodontology; American Academy of Periodontology – Esthetic/Periodontal Plastic Surgery; Tjan AH et al., J Prosthet Dent 1984; Garber & Salama, Int J Periodontics Restorative Dent 1996; Sarver DM, Am J Orthod 2004.
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