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Q2219951 Medicina
Nos casos de pacientes com adenocarcinoma de pulmão, não tabagista, com indicação de tratamento sistêmico pela presença de metástases,
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o tratamento sistêmico de adenocarcinoma de pulmão metastático em pacientes não tabagistas, com ênfase na importância do estudo molecular (especialmente no gene EGFR) para guiar a escolha do tratamento.

Justificativa para a alternativa correta (A):
De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e evidências científicas atuais, a pesquisa sistemática de mutações do EGFR é obrigatória em adenocarcinoma pulmonar, sendo priorizada em pacientes não tabagistas, pois são os com maior frequência destas mutações.
Na presença de mutações ativadoras (deleção do éxon 19 ou mutação L858R do éxon 21, por exemplo), está recomendado o uso de inibidores de tirosino quinase (TKIs) como erlotinibe ou gefitinibe.
"A seleção dos pacientes para o uso de TKIs deve ser baseada no perfil genotípico, sendo rotineira para todos os que apresentam adenocarcinoma." (SBOC)

Análise das alternativas incorretas:

B) Errada. O tratamento com inibidores do EGFR sem confirmação de mutação é NÃO recomendado pelas diretrizes, pois pacientes sem mutação relevante apresentam pouca resposta aos TKIs. Sempre que possível, o tratamento deve ser personalizado após o estudo molecular.

C) Errada. O momento correto para pesquisar o perfil molecular é ANTES do início da primeira linha do tratamento sistêmico. Esperar pela progressão após quimioterapia retarda a indicação dos melhores tratamentos.

D) Errada. A presença de fusão de ALK indica uso de inibidores específicos logo na primeira linha de tratamento em pacientes candidatos, e não apenas na terceira linha.

E) Errada. Pacientes de baixa performance ou idosos com mutação ativadora de EGFR também se beneficiam de TKIs, que frequentemente apresentam menos toxicidade do que a quimioterapia convencional.

Dicas de prova: Sempre atente para a importância do perfil molecular no carcinoma pulmonar: ele muda completamente a primeira linha terapêutica. Cuidado com pegadinhas que sugerem tratamento empírico com TKIs ou que postergam o exame molecular.

Conclusão:
A alternativa A está absolutamente alinhada com as diretrizes nacionais e internacionais, sendo a conduta preferida para esse perfil de paciente.
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Comentários

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A alternativa A é a correta porque, em pacientes com adenocarcinoma de pulmão que são não tabagistas, a presença de mutações do EGFR (Receptor de Fator de Crescimento Epitelial) é bastante comum. Essas mutações são normalmente ativadoras, significando que elas levam a uma superatividade do receptor, o que pode favorecer o crescimento de células cancerígenas. Portanto, o uso de inibidores de tirosino quinase, como erlotinibe ou gefitinibe, pode ser útil para bloquear a atividade desse receptor e, assim, interromper o crescimento do câncer. As outras alternativas são incorretas porque sugerem abordagens que são menos específicas (alternativa B), que adiam a avaliação do perfil molecular do tumor (alternativa C), que sugerem um tratamento menos prioritário para mutações de ALK (alternativa D) ou que sugerem um tratamento que ignora completamente o status do EGFR (alternativa E). Assim, a alternativa A é a que melhor se alinha com a prática atual de medicina personalizada, que visa adaptar o tratamento ao perfil genético individual do tumor.

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