Paciente de 57 anos de idade, sexo masculino, não tabagista,...
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Tema central: O caso aborda o manejo do carcinoma de células escamosas de orofaringe, com linfonodomegalia cervical ipsilateral (T1 N1 M0), situação comum em oncologia clínica e objeto frequente de perguntas em concursos públicos.
Justificativa da alternativa correta (E): O tratamento padrão para tumores T1 N1 M0 da orofaringe consiste em ressecção cirúrgica do tumor primário e esvaziamento cervical ipsilateral (neste caso, à direita, conforme descrito na questão). A indicação de quimiorradioterapia adjuvante com cisplatina ocorre mediante fatores de risco como margens positivas ou invasão extranodal, conforme destacado nas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e na 8ª edição da TNM: “Estádios iniciais (I/II): cirurgia + esvaziamento cervical ipsilateral, com adjuvância quando indicado.”
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Quimiorradioterapia neoadjuvante + cirurgia: não é recomendada em tumores iniciais (T1 N1 M0), pois não há ganho de sobrevida comprovado e pode aumentar toxicidade. O padrão é cirurgia inicial. (SBOC, p. 7)
B) Quimiorradioterapia paliativa: utilizar abordagem paliativa está incorreto, pois o paciente apresenta doença localizada, com intenção curativa e bom prognóstico.
C) Radiocirurgia: não é indicada como tratamento primário em orofaringe; o manejo preferencial envolve cirurgia ou radioterapia convencional associada a quimioterapia, dependendo do caso e estágio.
D) Esvaziamento cervical bilateral: indicado apenas quando há suspeita ou comprovação de linfonodomegalia contralateral, o que não ocorre neste caso.
Dicas estratégicas para provas: Leia atentamente o estágio (T1 N1 M0) e a lateralidade dos linfonodos. Pegadinhas comuns incluem sugerir abordagem paliativa ou exagerar o tratamento cirúrgico. O padrão para doença unilateral sem contralateralidade é intervenção ipsilateral.
Referência: “Nos tumores de orofaringe iniciais (T1/T2, N0/N1), a abordagem cirúrgica com esvaziamento cervical ipsilateral e indicação de adjuvância conforme fatores de risco é recomendada.” – SBOC, seção 'Conduta por Estágio Clínico'.
Resumo: O tratamento mais indicado é cirurgia com ressecção do tumor primário e esvaziamento cervical à direita, seguido de quimiorradioterapia adjuvante com cisplatina quando houver fatores de risco.
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