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Q2219950 Medicina
Paciente de 57 anos de idade, sexo masculino, não tabagista, apresenta linfonodo cervical direito de 2 cm, indolor à palpação. TC de pescoço linfonodo em nível IIA direito de 2 cm de diâmetro, suspeito para comprometimento neoplásico e espessamento de paredes laterais da orofaringe, maior à Direita. PET-CT com espessamento de paredes laterais da orofaringe, maior à direita e aumento da captação nesse local, com SUV= 18,8, além de 3 linfonodos cervicais nível II à direita, o maior com 2 cm e SUV= 10,4. A punção do linfonodo cervical foi compatível com carcinoma de células escamosas metastático. Nasofaringolaringoscopia com lesão em amigdala direita, de cerca de 0,5 cm. Estádio clínico T1 N1 M0. Nesse caso,
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Tema central: O caso aborda o manejo do carcinoma de células escamosas de orofaringe, com linfonodomegalia cervical ipsilateral (T1 N1 M0), situação comum em oncologia clínica e objeto frequente de perguntas em concursos públicos.

Justificativa da alternativa correta (E): O tratamento padrão para tumores T1 N1 M0 da orofaringe consiste em ressecção cirúrgica do tumor primário e esvaziamento cervical ipsilateral (neste caso, à direita, conforme descrito na questão). A indicação de quimiorradioterapia adjuvante com cisplatina ocorre mediante fatores de risco como margens positivas ou invasão extranodal, conforme destacado nas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e na 8ª edição da TNM: “Estádios iniciais (I/II): cirurgia + esvaziamento cervical ipsilateral, com adjuvância quando indicado.”

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Quimiorradioterapia neoadjuvante + cirurgia: não é recomendada em tumores iniciais (T1 N1 M0), pois não há ganho de sobrevida comprovado e pode aumentar toxicidade. O padrão é cirurgia inicial. (SBOC, p. 7)

B) Quimiorradioterapia paliativa: utilizar abordagem paliativa está incorreto, pois o paciente apresenta doença localizada, com intenção curativa e bom prognóstico.

C) Radiocirurgia: não é indicada como tratamento primário em orofaringe; o manejo preferencial envolve cirurgia ou radioterapia convencional associada a quimioterapia, dependendo do caso e estágio.

D) Esvaziamento cervical bilateral: indicado apenas quando há suspeita ou comprovação de linfonodomegalia contralateral, o que não ocorre neste caso.

Dicas estratégicas para provas: Leia atentamente o estágio (T1 N1 M0) e a lateralidade dos linfonodos. Pegadinhas comuns incluem sugerir abordagem paliativa ou exagerar o tratamento cirúrgico. O padrão para doença unilateral sem contralateralidade é intervenção ipsilateral.

Referência: “Nos tumores de orofaringe iniciais (T1/T2, N0/N1), a abordagem cirúrgica com esvaziamento cervical ipsilateral e indicação de adjuvância conforme fatores de risco é recomendada.” – SBOC, seção 'Conduta por Estágio Clínico'.

Resumo: O tratamento mais indicado é cirurgia com ressecção do tumor primário e esvaziamento cervical à direita, seguido de quimiorradioterapia adjuvante com cisplatina quando houver fatores de risco.

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A questão se refere ao tratamento de um paciente diagnosticado com carcinoma de células escamosas metastático, que é um tipo de câncer que começa nas células que revestem a pele e as membranas mucosas. As opções de tratamento variam dependendo do estágio do câncer, localização do tumor e condição de saúde geral do paciente. No caso descrito, o estágio é T1 N1 M0, que indica um tumor pequeno (T1) que se espalhou para os linfonodos da área próxima (N1) mas não mostrou sinais de metástases distantes (M0). Dado o estágio e localização do tumor, a melhor opção de tratamento (opção E) seria realizar uma cirurgia para ressecção do tumor primário e esvaziamento dos linfonodos cervicais afetados à direita, seguido de quimioradioterapia adjuvante com cisplatina para eliminar quaisquer células cancerosas remanescentes. As outras opções são menos apropriadas, pois não abordam completamente tanto o tumor primário quanto o envolvimento dos linfonodos, ou são mais apropriadas para estágios mais avançados da doença.

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