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Q2219943 Medicina
Paciente de 37 anos de idade, com história de sangramento genital intermitente e desconforto pélvico apresenta ao exame ginecológico lesão volumosa em colo uterino. Biopsia revela carcinoma de células escamosas de colo uterino e exames de imagem revelam lesão localmente avançada, com comprometimento de paramétrios, sem metástases a distância. A paciente é tratada com quimioradioterapia com cisplatina com resposta completa. A paciente apresenta progressão de doença na avaliação realizada em 6 meses, com metástases pulmonares. Nesse caso,
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Tema central: O caso trata do manejo terapêutico do câncer de colo uterino recidivado e metastático após tratamento inicial com quimiorradioterapia, situação que exige atualização quanto às novas diretrizes no uso de imunoterapia e quimioterapia combinada.

Justificativa da alternativa correta (C): Pacientes com câncer cervical metastático PD-L1 positivo (CPS ≥1) têm indicação de terapia combinada. O pembrolizumabe (inibidor de PD-1) demonstrou superioridade em sobrevida quando associado à quimioterapia com cisplatina + paclitaxel e, opcionalmente, bevacizumabe.
Segundo o Relatório para Sociedade nº 540: “Tratamento ... em combinação com quimioterapia com ou sem bevacizumabe”. O estudo KEYNOTE-826 reforça: pembrolizumabe + quimioterapia ± bevacizumabe prolonga sobrevida global.

Análise das alternativas incorretas:

A) Metastasectomia não é conduta padrão para múltiplas metástases pulmonares; benefício restrito a casos selecionados e oligometastáticos.
B) Cisplatina monoterapia é menos eficaz; diretrizes recomendam regimes combinados por melhor resposta.
D) Indicar cuidados paliativos exclusivos somente é adequado após esgotadas opções ativas, o que não ocorre neste primeiro cenário de metástase à distância.
E) Nivolumabe monoterapia não é aprovado como primeira escolha neste contexto; pembrolizumabe tem indicação preferencial baseada em estudos robustos (KEYNOTE-826).

Estratégias para provas: Atenção à expressão PD-L1+ (fundamental para resposta à imunoterapia) e ao uso de combinação terapêutica ao invés de monoterapias. Questões podem induzir sobre “paliatividade” em cenários onde ainda há indicação de tratamento ativo.

Resumo: Em câncer de colo uterino metastático PD-L1 positivo, pembrolizumabe + quimioterapia ± bevacizumabe é o tratamento padrão, conforme evidências e protocolos nacionais e internacionais.

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A alternativa correta é a letra C: "O tratamento de escolha é a associação de pembrolizumabe + cisplatina + paclitaxel + bevacizumabe se tumor PD-L1 +". Essa combinação é recomendada para pacientes com carcinoma de células escamosas de colo uterino que tiveram progressão da doença após o tratamento inicial. A cisplatina faz parte do tratamento inicial, mas quando há recorrência ou progressão da doença, a prática clínica recomenda a adição de outros medicamentos para aumentar a eficácia do tratamento. O pembrolizumabe é um medicamento imunoterápico, o paclitaxel é um quimioterápico e o bevacizumabe é um medicamento antiangiogênico. Todos esses medicamentos têm mecanismos de ação diferentes, mas complementares, e a sua combinação é atualmente considerada a melhor opção para o tratamento de pacientes com carcinoma de células escamosas de colo uterino que apresentam tumor PD-L1 positivo e que tiveram progressão da doença após o tratamento inicial.

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