Em pacientes com câncer de ovário, estádio clínico IIIC, hi...
Gabarito comentado
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Gabarito comentado:
Tema central: O foco da questão é o manejo inicial do câncer de ovário estádio IIIC, seroso de alto grau, sem possibilidade de citorredução cirúrgica ótima. Tais casos demandam uma conduta padronizada, baseada em diretrizes para maximizar sobrevida e qualidade de vida.
Justificativa para a alternativa correta (C):
Segundo protocolos como o DDT para Neoplasia Maligna Epitelial de Ovário do Ministério da Saúde (2019) e o Protocolo Unificado do INCA (2022), quando a avaliação cirúrgica mostra impossibilidade de citorredução ótima, a estratégia recomendada é:
Quimioterapia sistêmica neoadjuvante à base de platina (carboplatina) e taxanos (paclitaxel), seguida de cirurgia de intervalo, e, posteriormente, quimioterapia adjuvante para controlar a doença residual.
Esta abordagem resulta em taxas de sobrevida semelhantes à cirurgia primária, mas com menor morbidade para pacientes em mau estado geral ou com doença extensa. (INCA/2022, p. 38; DDT/MS/2019)
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) A inclusão de inibidores de PARP (ex.: niraparibe) na primeira linha não é indicada neste contexto; sua indicação atual é na manutenção após resposta à quimioterapia, especialmente em portadores de mutação BRCA.
B) HIPEC (quimioterapia intraperitoneal hipertérmica) é uma abordagem experimental e não faz parte do protocolo padrão para neoadjuvância.
D) Administrar apenas quimioterapia adjuvante, sem cirurgia, não é recomendado nos casos de boa resposta à quimioterapia inicial, pois isso reduz as chances de controle local da doença.
E) Bevacizumabe pode ser utilizado em combinação em casos selecionados, porém não está indicado para todos os casos na quimioterapia neoadjuvante padrão; seu uso é restrito por custo, perfil de toxicidade e aprovação regulatória.
Estratégia para provas: Leia atentamente os termos: “impossibilidade de citorredução ótima” exige aplicar condutas reconhecidas em protocolos nacionais e internacionais, descartando opções experimentais ou não consagradas.
Portanto, a alternativa C reflete a evidência e recomendação de primeira linha segundo o Ministério da Saúde e INCA.
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