São candidatos à vigilância ativa do câncer de próstata:

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Q2219940 Medicina
São candidatos à vigilância ativa do câncer de próstata:
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Tema central: A questão aborda os critérios de elegibilidade para vigilância ativa no câncer de próstata. Essa estratégia é indicada principalmente para pacientes com tumores de baixo risco, para evitar tratamentos invasivos em casos indolentes com bom prognóstico.

Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B descreve um paciente com: Estádio T1c, Grau 1 (Gleason ≤6), PSA < 10 ng/mL, menos de 3 fragmentos positivos em 12, ≤50% de câncer em cada fragmento e densidade do PSA < 0,15 ng/mL/g. Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e Associação Europeia de Urologia (EAU), estes são exatamente os critérios clássicos para indicação de vigilância ativa, visto que indicam doença localizada e indolente, com baixo risco de progressão.

Análise das alternativas incorretas:

A) PSA > 10 ng/mL: Critério fora do recomendado, já que valores acima de 10 ng/mL aumentam o risco de doença significativa. Além disso, ≥50% de câncer em cada fragmento indica maior volume tumoral.
C) Grau 3 (Gleason >7) e PSA > 10 ng/mL: Indicam neoplasia de maior agressividade, sendo contraindicados para vigilância ativa.
D) Grau 2 (Gleason 3+4): Embora o PSA e demais critérios sejam favoráveis, o grau histológico superior compromete a segurança da vigilância.
E) PSA 10-20 ng/mL e Grau 2: Ambos extrapolam os limites para vigilância ativa, aumentando o risco de progressão antes de possível intervenção curativa.

Estratégia de prova: Atenção aos detalhes: níveis de PSA, grau histológico (Gleason), número e porcentagem de fragmentos positivos. Termos como “Grau 2” ou “PSA > 10” são pegadinhas frequentes. O perfil ideal sempre associa baixo grau, baixo PSA, envolvimento restrito e pequena extensão tumoral.

Segundo a SBOC: “Vigilância ativa tem sido a opção preferencial para pacientes com doença de muito baixo risco e baixo risco” (Diretrizes de Tratamentos Oncológicos – Próstata: Doença Localizada, p. 13).

Resumo: A alternativa B é correta por respeitar todos os critérios clínico-patológicos recomendados, promovendo segurança para o paciente e racionalidade no tratamento.

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A questão é sobre quais pacientes são candidatos para a vigilância ativa do câncer de próstata. A vigilância ativa é uma opção de tratamento para pacientes com câncer de próstata que estão em estágios iniciais e é caracterizada pela observação cuidadosa dos sintomas e progressão da doença sem intervenção imediata. A opção correta é a B ("Estádio T1c clínico, Grau 1, PSA < 10 ng/mL, < 3 fragmentos positivos de 12, ≤ 50% de câncer em cada fragmento, densidade do PSA < 0,15 ng/mL/g"), pois esses parâmetros indicam um câncer de próstata em estágio inicial e de baixo risco. Em contraste, as alternativas A, C, D e E apresentam fatores como um nível de PSA maior que 10 ng/mL, grau de Gleason superior a 1 ou estágio clínico superior a T1c, que representam formas mais agressivas da doença e, portanto, são menos adequadas para a vigilância ativa.

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