Com relação à avaliação de hiperprolactinemia, pode-se afir...

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Q4156401 Medicina

Com relação à avaliação de hiperprolactinemia, pode-se afirmar, corretamente, que

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em macroadenoma hipofisário grande com prolactina normal ou desproporcionalmente baixa, deve-se excluir efeito gancho por dosagem em amostra diluída, pois a imunodosagem pode subestimar a PRL quando ela está muito alta; esse é o critério que sustenta a alternativa A.

Tema central: Efeito gancho na prolactina
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque grande tumor hipofisário com PRL inapropriadamente baixa é a situação clássica em que a dosagem pode estar falsamente reduzida por efeito gancho nas imunodosagens tipo sanduíche. O fundamento médico específico é que concentrações extremamente elevadas de prolactina podem saturar os anticorpos do ensaio e impedir a formação adequada do complexo medido, gerando resultado artificialmente normal ou pouco elevado. Portanto, nesse contexto, repetir a PRL com diluição é etapa obrigatória da avaliação etiológica para não classificar erroneamente um macroprolactinoma como lesão não secretora.
B
Errada
Está errada porque inverte a relação clínico-laboratorial esperada. Em paciente com macroadenoma hipofisário e macroprolactina negativa, PRL > 250 ng/mL favorece secreção tumoral verdadeira, não praticamente descarta macroprolactinoma. O erro médico é tratar valor alto de PRL como argumento contra prolactinoma, quando ele aumenta essa probabilidade no contexto adequado.
C
Errada
Está errada por contrariar a fisiologia da prolactina. Lesões ou estímulos da parede torácica, como queimaduras, cirurgias recentes e piercing de mamilo, podem elevar a prolactina por estímulo neurogênico reflexo semelhante ao estímulo mamilar. Não há base para dizer que esses fatores reduzem PRL.
D
Errada
Está errada porque superestima a capacidade discriminatória do valor absoluto da PRL. Níveis de até 200 ng/mL não têm alta especificidade para diferenciar macroprolactinoma de macroprolactinemia, já que essa distinção depende de avaliação laboratorial específica da fração macroprolactina e de correlação clínica. O erro é usar um ponto de corte isolado em faixa de ampla sobreposição etiológica.
E
Errada
Está errada porque PRL de até 300 ng/mL não diferencia com alta especificidade macroprolactinoma de hiperprolactinemia farmacológica. Fármacos podem cursar com elevação moderada da prolactina, e essa faixa se sobrepõe à observada em causas tumorais. O erro médico é presumir que um valor intermediário isolado resolva uma distinção que depende de história medicamentosa, imagem e exclusão de interferências.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: confiar no valor absoluto da PRL sem considerar efeito gancho em macroadenoma grande e atribuir poder discriminatório excessivo a faixas intermediárias de prolactina para definir etiologia.
Dica para questões semelhantes
  • Macroadenoma grande com PRL normal ou pouco elevada exige pensar primeiro em efeito gancho e repetir a dosagem com diluição.
  • Valores intermediários de PRL não têm alta especificidade isolada para separar prolactinoma, efeito de haste, causa farmacológica ou macroprolactinemia.
  • Lesão ou estímulo de parede torácica/mamilo entra como causa de aumento, não de redução, da prolactina.

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