Mulher, 35 anos, atleta de corrida, refere ciclos menstruais...
Mulher, 35 anos, atleta de corrida, refere ciclos menstruais irregulares até os 30 anos, quando começou a evoluir com oligomenorreia. Há 1 ano, parou de menstruar e passou a apresentar fogachos. Nega uso de medicamentos. Nega antecedentes familiares de tiropatia. Teve 2 filhos saudáveis há 4 e 6 anos. Ao exame físico, apresenta IMC de 27 kg/m2 , a circunferência abdominal de 95 cm, hirsutismo em face, queixo e região peri-mamilar; não apresenta galactorreia. Dentre os exames laboratoriais, apresenta: TSH = 2 mUI/mL (VR: 0,4 a 4,5); Prolactina = 20 ng/mL (VR: 2,8 a 29,2); Beta-hCG negativo; FSH = 42 UI/L (VR: até 12); Testosterona Total = 23 ng/dL (VR: 12,09 a 59,46) com SHBG normal; 17-hidroxiprogesterona = 115 ng/dL (VR: até 110).
Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta o provável diagnóstico para esse caso.
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: Amenorreia associada a fogachos e FSH de 42 UI/L configura hipogonadismo hipergonadotrófico por falência ovariana primária; entre as alternativas, a única etiologia compatível com esse padrão é ooforite autoimune.
- Em amenorreia secundária, primeiro defina o eixo pelo FSH: alto aponta para origem ovariana primária; baixo ou normal inadequado sugere causa central.
- Fogachos em mulher amenorreica são pista de hipoestrogenismo e devem pesar mais que sinais isolados de hiperandrogenismo na definição do diagnóstico principal.
- Não feche SOP se houver FSH em faixa menopausal; hiperandrogenismo e ciclos irregulares podem coexistir ou confundir, mas não superam o padrão de falência ovariana.
- Não conclua amenorreia hipotalâmica funcional apenas porque a paciente é atleta; confronte sempre com o perfil gonadotrófico.
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