Homem de 32 anos é atendido na unidade de emergência
apresentando quadro de febre elevada, mialgia generalizada, cefaleia holocraniana intensa e episódios repetidos
de vômitos iniciados há 36 horas. O histórico médico revela que ele foi submetido a uma esplenectomia anatômica
pós-traumática há cinco anos e não possui registros de
imunização recente. Ao exame físico, o paciente encontra--se torporoso, demonstrando sinais de irritação meníngea
com rigidez de nuca proeminente, tempo de enchimento
capilar de 3 segundos e discretas máculas eritematosas
distribuídas no tronco, sem sufusões hemorrágicas ou
petéquias visíveis. A punção lombar é realizada acompanhada da coleta de amostras de sangue periférico. O quimiocitológico do líquido cefalorraquidiano (LCR) evidencia
aspecto turvo; concentração de glicose marcadamente
reduzida; níveis de proteínas totais elevados; e contagem
celular de 1.200 leucócitos/mm3, com predomínio de poli
morfonucleares. A bacterioscopia direta por coloração de
Gram revela a presença de diplococos Gram-negativos.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, nessa cir
cunstância, é correto afirmar que