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Q737416 Medicina
“Mãe refere que Alvarinho, 10 anos, está com dor de garganta há seis dias, refratária ao uso de Paracetamol. Relata que há dois dias ele vem apresentando sialorreia e que ontem nem conseguia abrir a boca. Ao exame físico, T. Ax. 39 graus, presença de exsudato amigdaliano e abaulamento periamigdaliano, com desvio da úvula à direita.” De acordo com a principal hipótese diagnóstica, qual a melhor conduta neste caso?
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Tema central: A questão aborda o abscesso periamigdaliano, importante urgência infecciosa em pediatria, caracterizada por dor de garganta intensa, febre alta, sialorreia (salivação excessiva), trismo (incapacidade de abrir a boca) e desvio da úvula na inspeção oral. Reconhecer esse quadro e adotar a conduta correta é essencial para evitar complicações graves.

Justificativa da alternativa correta (B):
Segundo as principais diretrizes em pediatria, como o documento “Avaliação Clínica da Criança nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA)” e os consensos internacionais (como a UpToDate), a presença de trismo, sialorreia, abaulamento periamigdaliano e desvio da úvula é fortemente sugestiva de abscesso periamigdaliano. Nesses casos, o tratamento padrão ouro é a internação hospitalar para suporte, drenagem cirúrgica do abscesso e administração de antibioticoterapia endovenosa abrangendo germes anaeróbios e aerobios (especialmente Streptococcus pyogenes e Staphylococcus aureus).

Clindamicina é o antibiótico de escolha, pois cobre esses microrganismos mesmo nos casos de resistência à penicilina e possui excelente penetração tecidual. Portanto, alternativa B) Internar o paciente, prescrever clindamicina e drenar abscesso.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Cefalotina: Apesar de indicada para infecções graves, não cobre bem anaeróbios, principais agentes do abscesso. Portanto, é menos adequada que clindamicina.
  • C) e D): Tratamento em casa é contraindicado! O risco de complicações é elevado. Abscesso periamigdaliano exige internação e drenagem, não apenas antibiótico oral.

Dica de prova: Sempre que a questão mencionar sinais de gravidade local (trismo, desvio da úvula, sialorreia) e falha de tratamento ambulatorial, a conduta é hospitalar com possível intervenção cirúrgica. Atenção a esses detalhes!

Trecho de diretriz: “ABSCESSO PERIAMIGDALIANO: Trismo; Sialorreia; Eritema; Abaulamento do pálato com desvio da úvula...” (Avaliação Clínica da Criança nas UPA - SMS Curitiba, p.36).

Resumo: Abscesso periamigdaliano é uma emergência que NÃO deve ser manejada ambulatorialmente. O manejo correto é internação, drenagem e antibioticoterapia adequada, como clindamicina.

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Comentários

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A hipótese diagnóstica mais provável é de um abscesso periamigdaliano, devido aos sintomas apresentados pela criança, como dor de garganta refratária ao uso de Paracetamol, sialorreia e abaulamento periamigdaliano. Nesse caso, a melhor conduta seria internar o paciente e prescrever clindamicina, um antibiótico eficaz contra bactérias anaeróbicas, que geralmente estão presentes em abscessos periamigdalianos. Além disso, é importante fazer a drenagem do abscesso para garantir a recuperação completa do paciente. As opções C e D não são apropriadas nesse caso, pois o paciente necessita de internação e a prescrição apenas de amoxicilina pode não ser suficiente para tratar o abscesso. A opção A também é incorreta, pois a escolha da cefalotina pode não ser eficaz contra as bactérias presentes no abscesso, além de não ser a escolha de antibiótico mais indicada para esse caso.

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