Paciente de 32 anos, operária em uma unidade de reciclagem d...

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Q4194546 Saúde Pública
Paciente de 32 anos, operária em uma unidade de reciclagem de baterias automotivas (exposição ocupacional a chumbo), está na 22ª semana de gestação. Ela comparece a uma Unidade de Pronto Atendimento apresentando febre referida, cefaleia intensa e dispneia, com saturação de oxigênio de 93% em ar ambiente. No prontuário, consta que ela reside em um município onde a homogeneidade de coberturas vacinais para crianças menores de 1 ano é de 60%. Ela relata ter apresentado exantema súbito após a ingestão de um analgésico por conta própria no domicílio. Devido ao agravamento do quadro respiratório, ela é internada, mas evolui para óbito materno 48 horas após a admissão, sem que a causa básica tenha sido inicialmente definida pelo hospital.
De acordo com as diretrizes de Vigilância do Ministério da Saúde, é correto afirmar que
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A presença de suspeita de evento adverso após o uso de medicamento no domicílio é o elemento que direciona a notificação para o canal oficial de farmacovigilância, o que leva ao VigiMed e confirma a alternativa A.

Tema central: Farmacovigilância oficial
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o procedimento oficial para suspeitas de eventos adversos relacionados a medicamentos é a notificação no VigiMed, sistema disponibilizado pela Anvisa para recebimento e monitoramento regulatório dessas ocorrências. O critério que sustenta a resposta é o canal oficial de farmacovigilância.
B
Errada
Está errada por erro de prazo operacional. Os 30 dias não correspondem ao prazo de conclusão da investigação do óbito materno; o fluxo ministerial trabalha com prazo de até 120 dias para conclusão do processo investigativo/atualização do registro.
C
Errada
Está errada por definição oficial incorreta. Morte materna presumível ou mascarada não é o caso em que a declaração de óbito já registra claramente a patologia obstétrica como causa básica inicial; é justamente a situação em que essa causa relacionada ao estado gravídico-puerperal não consta na DO por falha de preenchimento, ficando oculta.
D
Errada
Está errada pelo mesmo motivo da C. No material apresentado, ela repete o mesmo conteúdo conceitualmente incorreto sobre morte materna presumível ou mascarada.
E
Errada
Está errada por atribuição legal e regra operacional incorretas. A obrigação primária de emitir a CAT é do empregador, e outros legitimados, inclusive o médico assistente, podem emiti-la se a empresa não o fizer. Além disso, a CAT não é apresentada como requisito para encerramento da investigação epidemiológica no SINAN.
Pegadinha da questão
A questão misturou farmacovigilância, vigilância do óbito materno e acidente de trabalho para induzir confusão entre sistemas, prazos e atribuições; além disso, usou a exposição ocupacional e o dado de cobertura vacinal como distrações sem valor decisivo para o gabarito.
Dica para questões semelhantes
  • Se a assertiva falar em suspeita de evento adverso relacionado a medicamento, verifique primeiro o canal oficial de farmacovigilância: VigiMed/Anvisa.
  • Em óbito materno, não troque prazo de conclusão da investigação por prazo administrativo intermediário do fluxo.
  • Morte materna presumível ou mascarada só faz sentido quando a causa obstétrica não aparece claramente na declaração de óbito.
  • Na CAT, diferencie quem tem obrigação legal primária de emitir e quem apenas pode emitir subsidiariamente.

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