Sobre a atresia de esôfago, marque a resposta CORRETA:
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Tema central: A questão aborda atresia de esôfago, a principal causa de obstrução esofágica congênita na infância e de grande importância na cirurgia pediátrica. Saber reconhecer apresentação clínica, principais tipos, condutas iniciais e prognóstico é essencial para o cirurgião pediátrico.
Alternativa Correta – C:
A alternativa C está correta ao afirmar que crianças com atresia de esôfago associada à fístula traqueoesofágica distal — a forma mais frequente (cerca de 85% dos casos) — e sem malformações graves associadas (especialmente cardíacas), com peso de nascimento adequado (exemplo: 3.100g), possuem expectativa de vida ao redor de 95%. Isso é corroborado pela classificação de Waterston e revisões atuais da literatura: “Pacientes do grupo A, sem complicações relevantes e peso superior a 2,5 kg, apresentam sobrevivência superior a 90%.” (RMMG, 2016; Spitz, 1994). Esse excelente prognóstico reflete os avanços cirúrgicos e de suporte intensivo neonatal.
Análise das Alternativas Incorretas:
A) INCORRETA. Embora esofagostomia cervical e gastrostomia sejam indicadas para estabilização nutricional nas formas sem fístula, a justificativa está errada: em geral, a distância entre os cotos esofágicos é grande, dificultando a anastomose primária imediata. O protocolo cirúrgico depende da avaliação intraoperatória da distância entre cotos.
B) INCORRETA. Os fatores citados são importantes, porém a alternativa é incompleta. As malformações graves, principalmente cardíacas, prematuridade e baixo peso são, segundo as classificações de Spitz e Waterston, os principais fatores prognósticos. Pneumonia aspirativa impacta, mas não é crítica isoladamente.
D) INCORRETA. Fístula em H é definida por fístula traqueoesofágica sem atresia esofágica, ou seja, o esôfago é contínuo. A descrição da alternativa se refere a um dos tipos de atresia, não à fístula em H (que é rara).
Estratégias para a prova: Atente-se à classificação dos tipos e fatores de prognóstico (peso, malformações, prematuridade). Termos como “fístula em H” caem como pegadinha em concursos. Dê prioridade à literatura e recomendações das sociedades (UpToDate, SBP, RMMG).
Resumo: Para pacientes sem malformações graves e peso adequado, o prognóstico é excelente. Saber diferenciar tipos e indicações de tratamento é indispensável para o sucesso em concursos e na prática clínica.
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