De acordo com a Publicação do Ministério da Saúde, que trata...
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Tema central: A questão aborda a prevenção da sífilis congênita com foco no monitoramento laboratorial e conduta terapêutica em gestantes, um aspecto essencial da saúde materno-infantil e muito cobrado em concursos.
Justificativa da alternativa correta (A):
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais (Ministério da Saúde), um aumento dos títulos do teste não-treponêmico (ex: VDRL) em quatro vezes ou mais sobre o último valor registrado indica possível reinfecção ou falha terapêutica. Mesmo que não haja sintomas clínicos, essa elevação justifica um novo ciclo de tratamento, objetivando evitar o risco de transmissão vertical e complicações.
O raciocínio é amparado por evidências das diretrizes brasileiras e internacionais (ex: CDC/OMS). O acompanhamento sorológico é vital, pois a sífilis pode evoluir assintomática e o controle laboratorial é fundamental para proteger o feto. Segundo o PCDT citado, “A elevação dos títulos em quatro vezes ou mais é indicação de novo tratamento.”
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta porque o tratamento só deve ser reiniciado se o intervalo entre doses for maior do que nove dias, ou se houver interrupção. Intervalos menores que sete dias não são motivo para reinício do esquema. Vide PCDT, seção de tratamento.
C) Incorreta pois, em gestantes alérgicas a penicilina, a única conduta comprovadamente eficaz na prevenção da transmissão vertical é dessensibilização e administração de penicilina. Eritromicina não é recomendada por não atravessar adequadamente a placenta.
D) Incorreta. O controle sorológico (VDRL) deve ser realizado mensalmente durante a gestação, não a cada 6 meses, justamente para identificar precocemente falhas terapêuticas e evitar sífilis congênita.
E) Incorreta. O tratamento com 3 doses de penicilina se aplica à sífilis latente tardia ou de duração ignorada, e não à sífilis secundária, que exige esquema diferente conforme o estágio e tempo de infecção.
Dicas de prova: Atenção a detalhes numéricos (intervalos entre doses, número de títulos do VDRL, periodicidade de exames), pois costumam ser pontos de pegadinha. Identifique sempre as indicações de tratamento e situações em que ele deve ser reiniciado.
Referência Técnica: “O intervalo entre doses não deve ultrapassar nove dias. Caso isso ocorra, o esquema deve ser reiniciado.” – PCDT/MS, Seção Tratamento.
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