Mulher de 52 anos vem com queixas de ondas de calor intensa...

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Q4156991 Medicina
Mulher de 52 anos vem com queixas de ondas de calor intensas, sudorese noturna e insônia há 8 meses. Ela relata última menstruação há 1 ano com diminuição da libido e ressecamento vaginal. Nega história pessoal ou familiar de câncer, doenças tromboembólicas ou hepáticas. Nega cirurgias prévias. Refere usar losartana.
EF PA 122x78mmHg e IMC 26 kg/m2 . Mucosa vaginal atrófica. Exames laboratoriais importantes com LDL 140 mg/dL, densitometria óssea com T-score de -1 DP em colo femoral.
Com base no quadro clínico, qual a conduta terapêutica inicial para essa paciente.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Mulher sintomática na pós-menopausa recente, sem contraindicações aparentes, é candidata à terapia hormonal sistêmica; na presença de útero, o estrogênio deve ser associado a progestagênio para proteção endometrial, o que favorece a alternativa combinada.

Tema central: Terapia hormonal menopausal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque estrogênio sistêmico isolado é inadequado na mulher com útero. Como não há relato de histerectomia, presume-se útero presente, e o uso isolado estimularia o endométrio, aumentando risco de hiperplasia e câncer endometrial.
B
Errada
Está errada porque testosterona não é tratamento inicial para o quadro dominante da questão, que é síndrome climatérica com sintomas vasomotores intensos e atrofia vaginal por deficiência estrogênica. A redução da libido aparece no enunciado, mas não redefine a conduta principal nem substitui a terapia indicada para fogachos.
C
Errada
Está errada porque ISRS são alternativa para redução de fogachos quando a terapia hormonal é contraindicada, recusada ou inadequada. O enunciado não traz contraindicação à terapia hormonal, e a paciente é elegível ao tratamento hormonal como abordagem inicial.
D
Certa
A paciente tem indicação clínica de terapia hormonal sistêmica porque apresenta fogachos intensos, sudorese noturna, insônia e atrofia vaginal em contexto de pós-menopausa recente. O ponto decisivo é a presença presumida de útero, já que ela nega cirurgias prévias; por isso, o estrogênio sistêmico não pode ser usado isoladamente, devendo ser acompanhado de progestagênio para prevenir hiperplasia e câncer de endométrio. Esse é o fundamento que sustenta a alternativa combinada como conduta inicial.
E
Errada
Está errada porque o T-score de -1 DP indica baixa massa óssea/osteopenia limítrofe, não osteoporose estabelecida, e isoladamente não sustenta bisfosfonato como resposta principal. Além disso, a pergunta pede a conduta inicial para um quadro de menopausa sintomática, cujo eixo terapêutico aqui é o controle dos sintomas vasomotores e geniturinários.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre indicar terapia hormonal e escolher o esquema correto: a paciente é candidata a hormônio, mas o detalhe que muda a resposta é o útero presente, que exclui estrogênio isolado e exige combinação com progestagênio.
Dica para questões semelhantes
  • Em climatério sintomático, primeiro defina se há indicação de terapia hormonal sistêmica pelos sintomas vasomotores moderados ou intensos.
  • Se houver útero, estrogênio sistêmico precisa de oposição progestagênica para proteção endometrial.
  • ISRS e outras opções não hormonais entram quando há contraindicação, recusa ou inadequação da terapia hormonal, não como primeira escolha em paciente elegível.
  • Não mude o foco da questão por achados acessórios, como queda da libido ou T-score discretamente reduzido, se o quadro principal for síndrome menopausal típica.

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