Homem de 44 anos é avaliado por um histórico de 15 anos de ...

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Q4156980 Medicina
Homem de 44 anos é avaliado por um histórico de 15 anos de episódios de cefaleia que se tornaram cada vez mais frequentes nos últimos 6 meses, ocorrendo atualmente entre 15 e 20 dias por mês. Ele descreve a dor de cabeça como uma sensação global de peso ou aperto que parece melhorar com exercícios ou distração. As cefaleias são frequentemente precedidas e acompanhadas por aperto no pescoço. Ele não apresenta fotofobia, fonofobia, náuseas, aura ou sintomas neurológicos. Acetaminofeno, treinamento de relaxamento e terapia cognitivo-comportamental foram ineficazes. Anti-inflamatórios causaram sintomas de refluxo gastroesofágico.
Todos os achados do exame físico, incluindo os sinais vitais, são normais.
Nesse momento, o tratamento preventivo de escolha é
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O caso é de cefaleia do tipo tensional crônica, pois a dor é difusa em peso/aperto, sem náuseas, fotofobia, fonofobia ou aura, e ocorre em 15 a 20 dias por mês. Nesse cenário, a amitriptilina é o preventivo farmacológico clássico de primeira escolha, o que define o gabarito.

Tema central: Cefaleia tensional crônica
Análise das alternativas
A
Errada
Fluoxetina é inadequada como resposta porque, embora seja antidepressivo, não é o preventivo de escolha para cefaleia do tipo tensional crônica. O critério decisivo aqui não é usar “qualquer antidepressivo”, mas sim o antidepressivo tricíclico classicamente preferido nesse cenário, a amitriptilina.
B
Errada
Ácido valproico deve ser excluído porque está mais associado à profilaxia de migrânea. O enunciado não traz semiologia migranosa: faltam náuseas, fotofobia, fonofobia e aura, e a dor é descrita como pressão/aperto difuso, o que afasta migrânea como base para escolher valproato.
C
Errada
Topiramato é um distrator típico de profilaxia de migrânea. A exclusão decorre do mesmo ponto semiológico: o quadro é tensional crônico, não migranoso. Cefaleia crônica frequente por si só não autoriza migrar para profilaxia de migrânea sem o fenótipo correspondente.
D
Errada
Propranolol também é preventivo clássico de migrânea, não de cefaleia do tipo tensional crônica. A ausência de características migranosas e a presença de dor em aperto/peso, global, com exame normal, tornam essa escolha tecnicamente inadequada como melhor resposta.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o quadro clínico descrito corresponde a cefaleia do tipo tensional crônica, e nesse contexto a amitriptilina é o fármaco preventivo com melhor respaldo clássico e primeira escolha. A frequência elevada das crises, associada à falha de medidas não farmacológicas e de analgésico simples, reforça a indicação de profilaxia, e entre as opções dadas a amitriptilina é a que corresponde a esse tratamento.
Pegadinha da questão
A banca explora a alta frequência das cefaleias para induzir migrânea crônica e fazer o candidato marcar topiramato, valproato ou propranolol, mas a semiologia continua sendo de cefaleia tensional crônica.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro defina o fenótipo da cefaleia: pressão/aperto difuso sem sintomas migranosos aponta para cefaleia tensional.
  • Frequência de 15 ou mais dias por mês sustenta padrão crônico e favorece pensar em profilaxia.
  • Na cefaleia tensional crônica, a primeira associação farmacológica que deve vir à mente é amitriptilina.
  • Não escolha profilaxia de migrânea apenas porque a cefaleia é frequente; a semiologia é o critério decisivo.

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