A elevação crítica da pressão arterial, em geral Pressão Art...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q737372 Medicina
A elevação crítica da pressão arterial, em geral Pressão Arterial Diastólica (PAD) ≥ 120 mmHg, porém com estabilidade clínica, sem comprometimento de órgãos-alvo, caracteriza o que se convencionou definir como Urgência Hipertensiva (UH). Nesse sentido, frente a uma urgência hipertensiva, a PA deverá ser tratada com medicamentos por via
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: Urgência hipertensiva refere-se ao aumento acentuado e agudo da pressão arterial (geralmente PAD ≥ 120 mmHg), sem lesão aguda de órgãos-alvo. O ponto-chave é que, embora a PA esteja muito elevada, o paciente encontra-se estável do ponto de vista clínico e não apresenta sintomas de dano imediato a órgãos vitais (coração, rins, cérebro).

Justificativa da alternativa correta (B): O manejo da urgência hipertensiva deve priorizar a redução gradual da PA, normalmente com medicamentos orais, buscando redução ao longo de até 24 horas. Isso evita quedas abruptas e possíveis consequências de hipoperfusão em órgãos sensíveis.

Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020:
“O tratamento pode ser realizado com anti-hipertensivos orais, visando redução gradual da PA em 24 a 48 horas.”

Ademais, estudos revisados na literatura internacional e nacional (ex: UpToDate, Harrison’s) reforçam que a abordagem deve ser conservadora nesses casos para reduzir o risco de complicações isquêmicas. A administração oral é suficiente, pois não há risco iminente à vida.

Análise das alternativas incorretas:

A) oral, buscando-se redução da PA em até 12 horas.
Errada. Redução em menos de 12 horas pode ser rápida demais. O risco é causar hipoperfusão cerebral, miocárdica ou renal.

C) intravenosa, buscando-se redução de 25% PA em até 12 horas.
Errada. A terapêutica endovenosa é reservada para emergências hipertensivas, onde há lesão de órgãos-alvo. Na urgência hipertensiva, o uso de EV expõe o paciente a risco desnecessário. Redução de 25% é parâmetro de emergência.

D) intravenosa, buscando-se redução de 25% PA nas primeiras 3 horas.
Errada. Além do erro da via EV, a redução rápida em poucas horas pode levar a eventos isquêmicos. Novamente, essa conduta só é válida em emergências.

Dica estratégica: Sempre observe se há ou não comprometimento de órgãos-alvo. Urgência: medicamentos orais e redução lenta; Emergência: EV e redução controlada, porém mais rápida. Fique atento a pegadinhas que trocam condutas entre esses dois quadros!

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A alternativa correta é a letra B, que responde que frente a uma urgência hipertensiva, a PA deverá ser tratada com medicamentos por via oral, buscando-se redução da PA em até 24 horas. A urgência hipertensiva é uma elevação crítica da pressão arterial, em geral da Pressão Arterial Diastólica (PAD) com estabilidade clínica, sem comprometimento de órgãos-alvo. O tratamento imediato deve ser realizado com medicamentos por via oral, buscando-se uma redução da PA de forma gradual e controlada em até 24 horas. Isso porque uma redução muito rápida e abrupta da pressão arterial pode trazer riscos para o paciente, como a hipoperfusão de órgãos importantes e até mesmo acidente vascular cerebral (AVC). Portanto, a resposta correta é a alternativa B.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo