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Ano: 2018 Banca: Exército Órgão: CMRJ Prova: Exército - 2018 - CMRJ - Aluno - Português |
Q2045394 Português
OS REAIS MISTÉRIOS DE LEONARDO DA VINCI
Para além das conspirações, um gênio realmente incomum

    Da Vinci viveu na mesma época que Cristóvão Colombo, Maquiavel, Michelângelo, Martinho Lutero e Nostradamus. Enquanto ele pintava Mona Lisa, Pedro Álvares Cabral navegava pelo Atlântico em direção ao Brasil. Mas o que em sua vida ou suas telas deu margem a teorias conspiratórias? Leonardo era tão diferente e misterioso assim? Sua obraou sua vida permitiram que tantos anos depois tanta coisa fosse inventada sobre ele?
    A resposta é sim. Da Vinci dava sopa para o azar. E, apesar de ele ser, de certa forma, típico de seu tempo, tinha lá suas manias. Primeiro, criou sua própria linguagem em código. Quando não escrevia ao contrário, da direita para a esquerda — fazendo que sua caligrafia só fosse compreendida quando vista no espelho —, usava um tipo de taquigrafia estranhíssima, na qual usava parte de palavras ou símbolos e não letras para exprimir ideias. Prato cheio para quem enxerga conspirações em todo lugar.
    ”Seus interesses ultrapassavam o campo artístico”, afirma Christopher Witcombe, professor do departamento de História da Arte da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos. Ele especulou pela anatomia, biologia, física e engenharia. Leonardo amava sua arte e acreditava que “o amor a qualquer coisa é produto do conhecimento, sendo o amor mais ardente quanto mais seguro é o conhecimento”, conforme escreveu. Era um profundo estudioso das técnicas que, segundo sua visão, seriam complementares à sua arte. Ele dissecou corpos humanos e de animais para compreender a posição de ossos e como funcionavam músculos e tecidos. Desenvolveu e utilizou lentes para projetar imagens e melhor reproduzir seus modelos, desenvolvendo técnicas aplicáveis às suas obras, como os planos de perspectiva, ponto de fuga etc. Estudou a química das substâncias para desenvolver suas próprias tintas, especulou sobre a matemática e a filosofia. Da Vinci foi um cientistaartista tão fascinado pelos mistérios do Universo e pelos enigmas do corpo humano quanto pelas possibilidades de aplicar esses conhecimentos em suas obras.

(Disponível em: <>. Acesso em: 27 jul. 2018.)
Se compararmos o amor de Leonardo da Vinci, apresentado no Texto VII, com o amor segundo Padre António Vieira (Texto IV), podemos perceber uma relação de
Alternativas

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Tema central: A questão exige interpretação de textos, com foco em relações semânticas (causa, consequência, contraste, conformidade, temporalidade) entre diferentes concepções de amor apresentadas nos textos.

Justificativa da alternativa correta (B – Contraste):

Para resolver a questão, devemos identificar as ideias centrais dos dois textos. No trecho sobre Leonardo da Vinci, destaca-se que “o amor a qualquer coisa é produto do conhecimento, sendo o amor mais ardente quanto mais seguro é o conhecimento”. Ou seja, para Da Vinci, o amor depende do entendimento racional; quanto mais profundo for o conhecimento, mais intenso será o amor.

Já no outro texto, Padre António Vieira defende que o amor verdadeiro (“amor fino”) não busca causas nem razões: “se amo, porque me amam, tem o amor causa (...), e amor fino não há-de ter porquê nem para quê”. Isso significa que Vieira acredita em um amor desinteressado, que independe de motivos racionais.

A relação entre essas visões é de CONTRASTE: Da Vinci associa amor e conhecimento, enquanto Vieira separa amor de qualquer necessidade de razão ou utilidade. Assim, a alternativa B é a correta.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Causa: Não há relação de causa entre os textos; nenhum justifica o outro.
  • C) Consequência: Os textos não indicam que uma ideia decorre da outra.
  • D) Conformidade: Não há concordância nas ideias, e sim oposição.
  • E) Temporalidade: As concepções de amor não estão relacionadas por tempo ou ordem cronológica.

Dica de interpretação:

Quando o enunciado pede para comparar pontos de vista, procure palavras-chave que expressem oposição (como “diferente”, “contrário”, “apesar”, “por outro lado”) ou aproximação (“também”, “do mesmo modo”). Atenção a pegadinhas: não confunda contraste com causa/consequência, que exigem sinais claros de relação entre os textos.

Base normativa: Segundo Bechara e Cunha & Cintra, as relações semânticas são classificadas pela oposição ou concordância de sentido entre enunciados, sendo o contraste caracterizado pela exposição de ideias opostas.

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