Em “E como já dizia um provérbio africano, [...]” (4º§) a f...
Liderança solitária não permite evolução
Quando paramos para analisar o atual cenário econômico e social estabelecido em nosso país podemos perceber que a crise, da qual tanto se fala, vai além da questão financeira, da corrupção e do caos econômico que muitos estão vivenciando. Ela envolve, nitidamente, falta de liderança e de espírito corporativo. E não é a liderança habitual praticada por gestores ou chefes, mas sim aquela que envolve quase todas as esferas e que é um estado de consciência, uma atitude. [...]
As ações individualistas, exageradas, polarizadas e fanáticas não nos levam à devida solução, muito menos nos permitem fazer parte de uma transformação positiva dos múltiplos cenários, além de só colaborarem ainda mais com esse estado de ausência de liderança.
Da mesma forma que antigamente os sistemas de liderança nas empresas eram vistos como caminhos a serem percorridos de forma solitária e que o segredo para alcançar o sucesso estava em uma postura mais individualista, muitas pessoas, empresas e profissionais ainda mantêm essa posição individual e retrógrada, dificultando o crescimento de todos, inclusive delas mesmas.
Mas, muito ao contrário disso, o cenário atual requer pessoas, empresas e profissionais capazes de oferecer a oportunidade para todos brilharem e se realizarem dentro dos ambientes em que estão inseridos. Ao assumirem essa postura, cada um faz muito mais do que simplesmente comandar algo: convidam todos que estão ao redor para crescerem juntos. E como já dizia um provérbio africano, “se quer ir rápido, vá sozinho; se quer ir longe, vá em grupo”, ou seja, as soluções precisam ser compartilhadas e baseadas no cooperativismo, pois cada vez mais necessitamos do apoio de outras pessoas, empresas, profissionais, mercados, entre outros. [...]
O verdadeiro líder tem a capacidade de ouvir o próximo e fazer algo novo. A diferença não está na capacidade de gerir, organizar e guiar um grupo, mas sim nos líderes criadores de contexto, capazes de se colocar no lugar do outro, de ousar, criar, compartilhar novas soluções para os mesmos problemas de sempre. Esses líderes são aptos a gerenciar as próprias competências sociemocionais e também às de todos que estão ao seu redor. E lá no século XVII já ensinava Baltazar Gracián: “O caminho da grandeza se percorre juntamente com outros!”.
(Eduardo Shinyashiki. Disponível em: http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/127/lideranca-solitaria-nao-permite-evolucao-aoportunidade-de-ser-375389-1.asp.)
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Tema central: Tempo e Modo Verbal (Morfologia – Verbos)
A questão cobra o reconhecimento do tempo e modo da forma verbal “dizia” e sua equivalência entre as alternativas apresentadas.
Análise da forma verbal do enunciado:
“Dizia” está no pretérito imperfeito do indicativo. Esse tempo é usado para indicar ações habitualmente realizadas no passado, ações contínuas ou descritivas. Exemplos: Quando criança, eu brincava na rua. Meu avô contava histórias.
Alternativa correta:
B) Acendiam as luzes da casa sempre na mesma hora.
Assim como “dizia”, o verbo “acendiam” está no pretérito imperfeito do indicativo (terceira pessoa do plural: eles acendiam). Ambos indicam ação habitual no passado.
Fundamento: Conforme Celso Cunha & Lindley Cintra, o pretérito imperfeito do indicativo expressa hábito ou continuidade no passado (Nova Gramática do Português Contemporâneo).
Por que as outras estão incorretas?
A) Havíamos entrado no salão sem qualquer atraso.
A locução verbal “havíamos entrado” está no pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo, usado para indicar ação anterior a outra já passada. Exemplo: Quando cheguei, eles já haviam saído.
C) Não queiras entender o processamento de tais fatos.
O verbo “queiras” está no presente do subjuntivo, usado para expressar desejos ou hipóteses. Não está no mesmo tempo nem modo de “dizia”.
D) Talvez tivéssemos tal oportunidade como os demais ali.
“Tivéssemos” está no pretérito imperfeito do subjuntivo, que expressa hipóteses e condições referidas ao passado. Exemplo: Se tivéssemos tempo, viajaríamos.
Dica de prova: Para acertar esse tipo de questão, observe o tempo verbal (presente, passado, futuro) e modo verbal (indicativo = certeza; subjuntivo = hipótese; imperativo = ordem). Cuidado com pegadinhas de locuções verbais e temas similares no enunciado!
Resumo da regra: Pretérito imperfeito do indicativo indica habitualidade ou continuidade no passado (“eu dizia”, “eles acendiam”). Fique atento à conjugação para não confundir com subjuntivo ou outros tempos compostos.
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Dizia = Pretério Imperfeito do Indicativo. Modo: Indicativo Tempo: Pretérito Imperfeito.
Conjugação:
Eu dizia
Tu dizias
Ele dizia
Nós dizíamos
Vós dizíeis
Eles diziam
A questão está com o gabarito preliminar errado (b). Deve ser anulada por conter duas respostas igualmente corretas (a e b).
A letra A também está correta, visto que:
Pretérito Imperfeito
eu havia
tu havias
ele havia
nós havíamos
vós havíeis
eles haviam
Mesmo com a letra tendo uma locução verbal: "Havíamos entrado", o verbo Havia é um pretérito imperfeito do indicativo.
EU havia
Tu havias
ELE havia
NÓS havíamos
VÓS havíeis
ELES haviam
Haviamos Entrado - pretérito mais que-perfeito composto. Todavia, CUNHA (2008) afirma que o pretérito mais-que-perfeito composto é “formado do imperfeito do indicativo do verbo ter (ou haver) com o particípio do verbo principal.
PRETÉRITO IMPERFEITO
1) Indica um fato passado que então era presente, mas não concluído, incompleto, ou que apresenta certa duração.
– Betinho lutava pela erradicação da fome.
– Estávamos conversando animadamente, mas fomos interrompidos.
– Ao passo que subia o morro, ia admirando a paisagem.
2) Indica um fato passado em curso que indica simultaneidade, concomitância a outro fato.
– A velhinha foi atropelada quando eu atravessava a rua.
– À medida que as sombras cobriam o dia, eu largava o trabalho.
– Enquanto eu estudava, ela me atrapalhava.
3) Indica um fato habitual, iterativo, repetitivo, uma ação contínua.
– Impressionante! Eu chegava, ela saía.
– Eu fazia musculação todo santo dia.
– Em toda despedida, era uma choradeira.
4) Normalmente usado em narrações para marcar descrições ou ideias temporais passadas.
– Era 2008, quando encontrei minha esposa. Ela estava linda! Vestia um lindo vestido
florido.
5) Indica um fato passado de maneira vaga, fantasiosa, própria do universo das crianças, do mundo das lendas, dos contos infantis.
– Era uma vez um rei e uma rainha...
***OBS***
1) O pretérito imperfeito pode indicar polidez, gentileza, cortesia ao ser usado no lugar do presente do indicativo:
– Você podia (= pode) me ajudar?
– Mãe, eu precisava (= preciso) muito falar contigo.
2) Pode ser usado no lugar do futuro do pretérito, exprimindo um fato categórico ou a segurança do narrador em relação aos acontecimentos futuros.
– Meu irmão João era um homem muito bom, pois ia levar seu sobrinho para os EUA. Lá meu filho entrava (= entraria) para uma boa escola, formava-se (formar-se-ia), e depois virava (= viraria) doutor, dando-me muito orgulho. No entanto, João faleceu antes disso tudo ocorrer.
Exceto quando em correlação com o pretérito imperfeito do subjuntivo (este caso constitui registro coloquial).
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