Recém-nascido de 38 semanas, com 28 dias de vida, do sexo m...

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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2024 - EsFCEx - Oficial - Pediatria |
Q3256245 Medicina
Recém-nascido de 38 semanas, com 28 dias de vida, do sexo masculino, apresenta mancha de coloração vinhosa intensa, homogênea, acometendo parte da hemiface esquerda, incluindo região periorbitária, sem outras lesões no restante do corpo.
O pediatra suspeita de associação com Síndrome de Sturge-Weber e deve solicitar o seguinte exame complementar para elucidação diagnóstica:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Esta questão aborda a Síndrome de Sturge-Weber (SSW), uma neurocutânea caracterizada pela presença de mancha vinho do Porto facial (malformação vascular capilar), frequentemente envolvendo a região periorbitária, com risco de acometimento neurológico.

Justificativa da alternativa correta (C – Angiorressonância de crânio):

A suspeita de SSW impõe a necessidade de confirmar ou descartar o envolvimento do sistema nervoso central, principalmente angioma leptomeníngeo. Segundo o Manual MSD: “Utiliza-se RM do cérebro com contraste para verificar se há angioma leptomeníngeo, mas o angioma pode não se manifestar em crianças muito novas.” A angiorressonância magnética (angio-RM) é o exame mais sensível e específico para detecção dessas malformações vasculares, sendo indicada mesmo precocemente para planejamento e prognóstico.

Análise das alternativas incorretas:

A) Eletroencefalograma (EEG): Útil apenas em casos com suspeita de crise convulsiva estabelecida, não identifica angiomas ou alterações estruturais. Ausente nos protocolos de investigação inicial da SSW.

B) Tomografia de crânio: Ressalta calcificações (presentes em fases tardias), porém é menos sensível para angiomas leptomeníngeos; pode ser normal na fase inicial da doença.

D) Cariótipo: Avalia alterações cromossômicas; SSW é causada por mutação somática no gene GNAQ, não diagnosticada por cariótipo convencional.

E) Biópsia da lesão: Procedimento invasivo, raramente necessário. O diagnóstico clínico e de imagem normalmente é suficiente, não indicado como primeira linha.

Estratégia de prova:

Fique atento à descrição topográfica da mancha vinho do Porto (envolvendo face e região ocular). Esse é um sinal-chave para suspeita de SSW, exigindo exame de imagem vascular detalhado. Evite ser induzido ao erro por exames que avaliem apenas funcionalidade elétrica ou cariótipo genético, que fogem à necessidade clínica apresentada.

Resumo: Sempre que um recém-nascido apresentar mancha vinho do Porto periorbitária unilateral, o passo seguinte é a investigação com exame de imagem avançado (angiorressonância), pois a detecção precoce de angiomas pode impactar conduta e prognóstico.

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