A respeito dos derrames pleurais na criança, pode-se afirma...
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Tema central: O foco da questão está na avaliação diagnóstica e abordagem dos derrames pleurais em crianças, condição que, na pediatria, exige avaliação criteriosa devido às peculiaridades anatômicas e fisiológicas dessa faixa etária.
Justificativa para a alternativa correta (C):
Na prática clínica pediátrica, radiografia e ultrassonografia de tórax são, na imensa maioria dos casos, suficientes para diagnóstico e definição de conduta frente a derrame pleural. Segundo o Protocolo "Derrame Pleural", do Ministério da Saúde: “A USG é superior à radiografia para diagnosticar e quantificar derrame pleural, permitindo conhecer presença de derrame, volume estimado, presença de loculações, pneumotórax e consolidações associadas, espessamento pleural, entre outros.” Esses exames são minimamente invasivos, amplamente disponíveis e orientam a necessidade de procedimentos como toracocentese ou drenagem, de acordo com o padrão de acúmulo (livre ou loculado) e extensão do derrame.
Além disso, diretrizes nacionais e internacionais reconhecem que a maioria dos casos é resolutiva apenas com esses métodos de imagem, sem necessidade de exames mais sofisticados ou invasivos ab initio.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Hemotórax organizado (cronificado) raramente responde apenas à toracocentese/drenagem; nesses casos, métodos como decorticação cirúrgica ou videotoracoscopia são necessários. Toracocentese é indicada, sobretudo, em fases iniciais, antes da organização do coágulo e de espessamento pleural.
B) Errada. A maioria dos quilotórax em crianças ocorre de forma adquirida (trauma, pós-cirurgias cardíacas). A etiologia congênita é menos prevalente.
D) Inadequada. O uso de fibrinolíticos é mais indicado na fase fibrinopurulenta inicial do empiema, não na fase crônica, onde há encarceramento pulmonar e fibrose já estabelecida. Após esse estágio, o manejo cirúrgico é preferível.
E) Insuficiente. Embora a videotoracoscopia (VATS) seja eficaz na abordagem de empiema subagudo, não há evidente superioridade absoluta em relação aos fibrinolíticos em todos os casos, segundo estudos e diretrizes recentes.
Dica de prova: Fique atento a termos como "maioria dos casos" e identificações temporais (“subaguda”, “crônica”, “fora da fase aguda”) – saber em que fase do quadro cada tratamento se encaixa é essencial!
Segundo o Protocolo “Pneumonia adquirida na comunidade na infância: diagnóstico e tratamento das complicações”, “A ultrassonografia é útil nos casos de derrames pleurais pequenos ou quando suspeitos de loculação...”
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