Sobre as doenças resultantes da ação nociva do mecônio, assi...
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Tema central: A questão aborda o entendimento das complicações relacionadas ao mecônio, especialmente a peritonite meconial e suas classificações, patologias clínicas importantes na Neonatologia e Cirurgia Pediátrica.
Justificativa da alternativa correta (E):
A peritonite meconial é uma reação inflamatória do peritônio fetal, causada pela saída de mecônio devido a perfuração intestinal ainda intraútero. Quando ocorre precocemente, favorece uma resposta inflamatória intensa, com formação de aderências (fibrose) e calcificações – quadro denominado fibroadesiva. Essa apresentação está bem documentada em manuais de Neonatologia e Cirurgia Pediátrica, como Santoro, Cirurgia Pediátrica, e é destacada em protocolos de fibrose cística (Ministério da Saúde).
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. O “sinal de Dance” não está associado ao íleo meconial, mas sim à invaginação intestinal (massa em hipocôndrio direito e vazio no quadrante inferior direito), conforme descrito nos principais tratados pediátricos (Nelson, Tratado de Pediatria).
B) Incorreta. Perfuração intestinal após o nascimento leva a peritonite infecciosa, não à meconial generalizada. A peritonite meconial generalizada ocorre com perfuração intraútero recente, poucos dias antes do parto, ocasionando ascite com mecônio.
C) Incorreta. A relação entre íleo meconial e fibrose cística é forte: cerca de 80-90% dos casos de íleo meconial ocorrem em pacientes com fibrose cística, não em menos de 10%. O protocolo do Ministério da Saúde reforça esse dado (PCDT Fibrose Cística, p. 13).
D) Incorreta. Existe associação da rolha meconial à hipomotilidade colônica, mas não com hipomagnesemia como causa regularmente reconhecida na literatura médica.
Estratégia e pegadinha: Atenção ao tempo da perfuração (intraútero x pós-natal), relação íleo meconial-fibrose cística, e sinais semiológicos específicos. Palavras como “característica”, “menos de 10%” e etiologias infrequentes costumam indicar alternativas erradas.
Referências: Diretrizes da Fibrose Cística do Ministério da Saúde; Nelson Pediatria; Santoro Cirurgia Pediátrica; UpToDate.
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