A respeito dos defeitos da parede abdominal, como onfalocele...
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Tema central da questão: Defeitos congênitos da parede abdominal – onfalocele e gastrosquise – condições cirúrgicas neonatais que exigem diagnóstico e manejo precisos. O domínio desses conceitos é fundamental para o cirurgião pediátrico em concursos e na prática clínica.
Justificativa para a alternativa correta (B):
A ultrassonografia pré-natal é fundamental no diagnóstico diferencial entre onfalocele e gastrosquise. Graças à sua capacidade de distinguir localização do defeito, presença ou ausência de membrana de cobertura e relação com o cordão umbilical, a maioria dos casos pode ser corretamente diferenciada, permitindo adequado planejamento do tratamento perinatal.
Diretriz do Ministério da Saúde, Seção sobre Gastrosquise: “A ultrassonografia pré-natal permite identificar e diferenciar os defeitos de parede abdominal, sendo a principal ferramenta para o diagnóstico preciso dessas anomalias.”
Evidência: estudos apontam acurácia próxima de 100% para o diagnóstico diferencial, com importante impacto no prognóstico e na abordagem neonatal.
Análise das alternativas incorretas:
A) ⟶ Incorreta. As cromossomopatias são associadas preferencialmente à onfalocele (ex: trissomias 13, 18, 21) e não à gastrosquise, que habitualmente ocorre de forma isolada. Anomalias do sistema digestório são mais comuns na gastrosquise devido à exposição das alças intestinais.
C) ⟶ Errada. O tratamento da gastrosquise é essencialmente cirúrgico e precoce. O manejo clínico pode ser temporário para estabilização, mas não substitui a necessidade de correção cirúrgica. Fatores como membrana hialina, sepse ou grandes defeitos não contra-indicam a cirurgia; apenas requerem melhor preparo pré-operatório.
D) ⟶ Falso. Na onfalocele, o cordão umbilical insere-se no centro do defeito. Já na gastrosquise, o defeito é paraumbilical, geralmente à direita do cordão.
E) ⟶ Equivocada. Sepse e enterocolite são complicações possíveis em ambas as condições, mas não são mais comuns na onfalocele. O risco depende do contexto clínico e das comorbidades associadas.
Dica de prova: Atenção à relação entre o defeito e o cordão umbilical e à membrana de cobertura: são pontos-chave no diagnóstico diferencial!
Resumo Prático: Onfalocele: defeito central, membrana presente, associação a cromossomopatias. Gastrosquise: defeito à direita do cordão, sem membrana, geralmente isolada. Diagnóstico diferencial, na maioria dos casos, se faz por ultrassonografia pré-natal.
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