Quanto à displasia de tróclea, de acordo com a classificação...
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Tema central: A questão aborda a displasia de tróclea femoral segundo a classificação de Dejour, um instrumento fundamental para diagnóstico e planejamento terapêutico nas instabilidades femoropatelar. Compreender cada tipo e seus achados radiográficos é crucial para ortopedistas em concursos e na prática clínica.
Justificativa para a alternativa correta (D):
O tipo D da classificação de Dejour é caracterizado pelo padrão em falésia (cliff pattern), visível em exames axiais como tomografia ou ressonância. Esse padrão reflete uma transição abrupta entre as facetas medial e lateral da tróclea, frequentemente associado a hipoplasia do côndilo medial, sinal de cruzamento, sinal do duplo contorno e esporão troclear. O reconhecimento desse detalhe radiográfico é diferencial na avaliação e manejo da displasia de tróclea.
De acordo com Dejour et al. (1994), a presença do padrão em falésia é critério definidor do tipo D, sendo inclusive destacado em revisões sobre avaliação do joelho (UpToDate, “Evaluation and management of trochlear dysplasia”, 2024).
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) A classificação de Dejour não contempla tipo “E”. O tipo normal corresponde a uma tróclea sem sinais de displasia, mas isso não é representado pela letra E.
B) As alterações descritas (sinal de cruzamento, duplo contorno e esporão) definem o tipo C, porém o padrão em falésia é exclusivo do tipo D. Pegadinha esperada: confundir o excesso de sinais com o padrão morfológico.
C) O esporão troclear realmente não está presente no tipo B, mas a alternativa é vaga e pouco específica para responder sobre “característica marcante”.
E) Apesar da classificação de Dejour utilizar sinais radiográficos, ela baseia-se principalmente em 3 sinais principais (cruzamento, duplo contorno, esporão troclear), somados ao padrão em falésia no tipo D. Dizer “quatro sinais” pode confundir, pois o critério central para cada tipo é morfológico.
Dica para provas: Atenção aos achados específicos de cada tipo (ex.: padrão em falésia tipo D) e aos nomes e letras corretos das classificações.
Referência: Dejour D, et al. Classification of trochlear dysplasia. Rev Chir Orthop Reparatrice Appar Mot. 1990;76(1):45-54.
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