É complicação da osteotomia tibial alta de abertura medial:
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Tema central: A questão aborda complicações da osteotomia tibial alta (OTA) de abertura medial, procedimento indicado especialmente para correção do varo do joelho em casos de osteoartrose focal. Conhecer as principais complicações associadas a cada técnica cirúrgica é fundamental para a atuação segura e eficiente do médico ortopedista e traumatologista.
Justificativa da alternativa correta (D - fratura do planalto tibial): Durante a OTA de abertura medial, é realizada uma osteotomia na região proximal da tíbia para se obter o alinhamento desejado. Uma complicação importante é a fratura do planalto tibial, especialmente da cortical lateral devido ao estresse aplicado durante a abertura da cunha. Esse risco é maior se o corte ósseo for excessivo, se houver manipulação inadequada ou falha na proteção da cortical lateral. A fratura do planalto tibial pode comprometer não apenas a estabilidade da osteotomia, mas também a função articular do joelho, dificultando a reabilitação e podendo exigir intervenções adicionais.
Segundo revisões ortopédicas especializadas, a preservação da cortical lateral é um dos pontos técnicos mais críticos na OTA medial, pois ela atua como um “pivô” para a abertura da cunha. Sua fratura está listada entre as principais complicações cirúrgicas na literatura nacional e internacional (ex: Revista Brasileira de Ortopedia, UpToDate).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Lesão do nervo fibular: Comum em osteotomias laterais da tíbia, pois o nervo fibular comum passa próximo à cabeça da fíbula. Na OTA medial, o nervo está afastado do campo cirúrgico.
- B) Lesão do ligamento colateral lateral: O acesso da OTA medial é pelo lado medial do joelho, tornando improvável a lesão do ligamento lateral.
- C) Não união da osteotomia da fíbula: Esta complicação relaciona-se mais à osteotomia lateral, em que a fíbula é abordada, o que não ocorre na técnica de abertura medial.
- E) Fratura da cortical medial: A técnica consiste justamente em abrir a cortical medial, então sua “fratura” não é considerada complicação, mas parte do procedimento.
Dica para provas: Observe sempre o lado anatômico envolvido (medial x lateral) e relacione a técnica cirúrgica com suas complicações mais prováveis. Pegadinhas comuns exploram confusão entre esses lados.
Caso deseje aprofundamento, a literatura de referência, como “Rockwood & Green’s Fractures in Adults” e UpToDate, traz capítulos dedicados à OTA e suas complicações.
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