Assinale a alternativa correta sobre a osteoartrite do joel...
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Tema central: A questão aborda o conhecimento prático e teórico sobre osteoartrite (OA) do joelho e suas principais estratégias de tratamento, alinhando o raciocínio clínico às diretrizes nacionais e evidências científicas atualizadas.
Justificativa da alternativa correta (D):
Segundo a Diretriz Brasileira para o Tratamento Não Cirúrgico da Osteoartrite de Joelho (2024) e reforçado por metanálises atualizadas, glicosamina não apresenta forte evidência de eficácia na redução dos sintomas da OA. Estudos de grande porte, como o de Wandel et al. (2010), não demonstram benefício clínico relevante nem alteração funcional significativa em comparação ao placebo. Assim, o uso rotineiro não é recomendado pelas principais recomendações nacionais e internacionais.
Análise das alternativas incorretas:
A) A educação do paciente é elemento-chave no manejo da OA, impactando positivamente na adesão, motivação e autocuidado, reduzindo inclusive sintomas álgicos e melhorando a função (vide Diretriz Brasileira, seção de abordagem multiprofissional).
B) A cartilagem articular, sendo aneural, não é fonte direta de dor na OA. O desconforto decorre principalmente de inflamação da membrana sinovial, lesões no osso subcondral e estruturas periarticulares (UpToDate, 2023).
C) Embora a perda de peso seja relevante e indicada para todos os pacientes com sobrepeso/obesidade na OA de joelho, não existe diretriz que recomende obrigatoriamente valores superiores a 2% ou prazos exatos como mais efetivos. O ganho clínico é proporcional ao volume de peso perdido, sem cortes específicos.
E) O fortalecimento muscular, especialmente do quadríceps, é altamente recomendado na OA de joelho para prevenção de perda funcional e redução da dor, visto que há sim perda muscular associada à progressão da doença.
Dicas de prova e pegadinhas:
Observe palavras absolutas (“não tem impacto”, “não ocorre perda”), pois geralmente indicam restrição excessiva e fogem do consenso das evidências. Compare sempre as recomendações de órgãos como Ministério da Saúde, SBOT e grandes revisões sistemáticas para embasar seu raciocínio.
Resumo: O tratamento não farmacológico é pilar central na OA. Suplementos como glicosamina carecem de respaldo consistente e não são recomendados rotineiramente segundo os protocolos atuais.
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