Em 2020, duas mulheres venceram o prêmio Nobel de
química pelo desenvolvimento de uma ferramenta revolucionária de edição genética, que já foi descrita como “a reescrita
do código da vida”. A técnica é conhecida como Crispr/Cas9
e permite que cientistas mudem o código de DNA de maneira específica para entender e tratar doenças genéticas.
Enquanto tem potencial imenso de transformar as nossas
vidas, a técnica tem levantado muitas questões éticas. O
cientista chinês He Jiankui foi condenado a três anos de
prisão em 2019 após anunciar que bebês gêmeas nasceram
com DNA modificado para torná-las resistentes ao HIV, o
que ele conseguiu ao usar a ferramenta Crispr/Cas9 antes
do nascimento delas. Claes Gustafsson, secretário do comitê do Nobel em química, disse que “com todas as tecnologias realmente poderosas, nas ciências biológicas ou em
qualquer outra área, há possibilidade de mau uso”.
(www.cnnbrasil.com.br, 07.10.2020. Adaptado.)
O problema ético central apresentado no excerto refere-se à
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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