Mulher de 62 anos, com artrite reumatoide diagnosticada há 1...

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Q3874649 Medicina
Mulher de 62 anos, com artrite reumatoide diagnosticada há 10 anos, em uso de leflunomida desde agosto de 2025. A equipe de reumatologia indicou o início de rituximabe e solicitou sorologias para hepatites antes da infusão.

Os resultados foram:

• Anti-HBc total reagente
• IgM anti-HBc não reagente
• Anti-HBs reagente
• HBsAg não reagente
• HBeAg e anti-HBe não reagentes
• Alanina aminotransferase 27 U/L (VR: 7 - 56/L)
• HBV-DNA não detectável
• Ultrassonografia de abdome (20/08/25): hepatomegalia leve e discretas alterações texturais hepáticas

Considerando o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Hepatite B e Coinfecções (2023), marque a alternativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso mostra infecção passada resolvida por HBV (HBsAg negativo, anti-HBc total positivo, anti-HBs positivo, IgM anti-HBc negativo e HBV-DNA indetectável), mas o rituximabe é terapia anti-CD20 de alto risco para reativação viral. Pelo PCDT de Hepatite B e Coinfecções (2023), isso indica profilaxia antiviral.

Tema central: Reativação do HBV
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a assertiva não corresponde ao esquema preconizado pela base para o contexto descrito. O PCDT aceita antivirais como entecavir ou tenofovir na profilaxia, mas a frase mistura cenários imunossupressores e sugere uma hierarquia não sustentada pelo enunciado e pela diretriz para esta situação.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve a conduta prevista no PCDT 2023 para pacientes HBsAg não reagentes e anti-HBc reagentes que irão receber rituximabe. Embora a sorologia seja compatível com infecção pregressa resolvida, o anti-CD20 mantém risco de reativação do HBV. Nessa situação, a profilaxia antiviral deve ser feita com entecavir ou tenofovir, iniciada antes ou no máximo concomitante ao imunossupressor.
C
Errada
Está errada porque 6 meses após o término do imunossupressor é tempo insuficiente para rituximabe. No PCDT 2023, a profilaxia após anti-CD20 deve ser mantida por 18 a 24 meses.
D
Errada
Está errada porque rituximabe não é de baixo risco para reativação do HBV. Em paciente anti-HBc reagente e HBsAg não reagente, a conduta não é apenas monitorização de ALT, mas profilaxia antiviral.
Pegadinha da questão
A banca explora a falsa segurança de HBsAg negativo, anti-HBs reagente, ALT normal e HBV-DNA indetectável. No entanto, com rituximabe, o risco decisivo de reativação exige profilaxia.
Dica para questões semelhantes
  • Em hepatite B e imunossupressão, primeiro interprete a sorologia: HBsAg negativo com anti-HBc positivo e anti-HBs positivo sugere infecção passada resolvida.
  • Se houver rituximabe ou outro anti-CD20, pense em alto risco de reativação e priorize profilaxia antiviral.
  • No PCDT 2023, a profilaxia pode ser feita com entecavir ou tenofovir e deve começar antes ou no máximo junto do imunossupressor.
  • Após rituximabe, a profilaxia não deve ser interrompida precocemente; a manutenção recomendada é prolongada.

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