A melhor conduta terapêutica é
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Tema central: Esta questão aborda infecção relacionada a cateter venoso central no contexto pós-cirúrgico, com isolamento de Staphylococcus aureus resistente à oxacilina (MRSA). Trata-se de um cenário clássico de bacteremia hospitalar grave e exige conhecimento sobre escolha racional do antibiótico frente à resistência bacteriana.
Contexto clínico: O paciente, politraumatizado e submetido à esplenectomia, apresentou febre alta no 5º pós-operatório associada a culturas positivas para MRSA. A indicação é de um quadro infeccioso sistêmico grave, secundário a infecção de corrente sanguínea (ICS) por MRSA.
Alternativa correta: D) Monoterapia com vancomicina.
Justificativa: Segundo o Documento Científico sobre Vancomicina da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), “a principal indicação para vancomicina é o tratamento de infecções causadas por Staphylococcus aureus resistentes à oxacilina/meticilina (MRSA)”. O uso de vancomicina é respaldado por diretrizes nacionais e internacionais (UpToDate, Harrison’s). Antibióticos beta-lactâmicos, como cefuroxima, não têm eficácia e a clindamicina, apesar de atuar contra MRSA em algumas situações, não é recomendada como monoterapia em bacteremias devido ao potencial de resistência e menor eficácia em infecção sistêmica grave.
Análise das alternativas incorretas:
A) Clindamicina (monoterapia): Não é indicada em bacteremias graves por MRSA devido à possível indução de resistência e menor eficácia para infecção sistêmica.
B) Cefuroxima (monoterapia): Não cobre MRSA; uso inadequado neste contexto.
C) Clindamicina + Vancomicina: Não há benefício adicional comprovado em associações para bacteremia por MRSA; vancomicina isolada é suficiente.
E) Teicoplanina + Vancomicina: Dupla terapia de glicopeptídeos não agrega benefício e aumenta risco de toxicidade; monoterapia é padrão ouro.
Pontos-chave de prova: Atenção ao perfil de resistência do agente isolado e às recomendações oficiais de escolha antibiótica. Termos como “MRSA” e “resistente à oxacilina” excluem cefalosporinas e demandam glicopeptídeos.
Dica de preparação: Sempre relacione quadro infeccioso grave, bacteremia e perfil de resistência à conduta recomendada em protocolos oficiais do Ministério da Saúde, SBP e manuais como o Harrison’s e UpToDate.
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