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Paciente com histórico de epilepsia, com tratamento irregula...

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Q1827526 Medicina
Paciente com histórico de epilepsia, com tratamento irregular, apresenta crises convulsivas reentrantes. Após o uso de diazepam (30 mg), fenitoína (20 mg/kg de peso), o paciente não recobra a consciência, com recidiva da convulsão. PA: 145 x 98 mmHg e FC: 92 bpm. Nesse momento, a próxima medicação recomendada é 
Alternativas

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Tema central: O caso explora o Status Epilepticus Refratário, situação em que o paciente permanece em crise convulsiva sem recuperação entre episódios, mesmo após as drogas de primeira linha (benzodiazepínicos) e segunda linha (anticonvulsivantes intravenosos como a fenitoína).

Justificativa da alternativa correta:

Após o insucesso de diazepam e fenitoína, o paciente está diante de um quadro refratário, segundo orientação das principais diretrizes (Ministério da Saúde, Protocolo de Estado de Mal Epiléptico, seção Estado Refratário):

“Propofol: dose de ataque - 2 mg/kg – Dose de manutenção até o controle 5 a 10 mg/kg/h.”

Propofol, um anestésico de ação rápida, permite interromper a atividade convulsiva, sendo seguro e controlável em ambiente de UTI. Estudos corroboram sua eficácia e segurança nesses contextos (PubMed).

Análise das alternativas incorretas:

A) Carbamazepina: Embora seja um anticonvulsivante eficaz em epilepsia parcial, não é indicada por via intravenosa em emergências e sua ação é lenta para o contexto.

C) Cisatracúrio: Miorrelaxante utilizado para bloqueio neuromuscular em intubação, mas não tem ação anticonvulsivante e pode mascarar atividade convulsiva clínica.

D) Dexmedetomidina: Sedativo adjuvante em UTI, não tem ação anticonvulsivante relevante. Não recomendado nos protocolos para status epilepticus.

E) Sufentanil: Opioide analgésico, não tem indicação para controle de crises convulsivas. Seu uso é para analgesia e anestesia.

Estratégia para provas: Atenção à sequência terapêutica clássica: após falha de benzodiazepínico e fenitoína, anestésicos venosos de rápida ação (propofol, midazolam, tiopental) são recomendados. Fique atento a alternativas com uso não compatível em UTI.

Referência: Segundo o Ministério da Saúde, Protocolo de Estado de Mal Epiléptico, “Os anestésicos com maior evidência são propofol, midazolam, tiopental e cetamina...”

Portanto, a resposta correta é: B) Propofol.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa B - propofol. O paciente apresenta crises convulsivas reentrantes e não respondeu a diazepam e fenitoína, o que indica que o tratamento atual não está sendo eficaz no controle das convulsões. O propofol é um agente anestésico que pode ser usado para controlar convulsões refratárias, como é o caso deste paciente. As outras opções de medicação não são indicadas para o controle das convulsões. A carbamazepina é um antiepiléptico que não é eficaz durante as crises convulsivas. O cisatracúrio é um bloqueador neuromuscular usado para relaxamento muscular, e não tem ação sobre as crises convulsivas. A dexmedetomidina é um sedativo que pode ser usado para controlo da ansiedade, mas não é eficaz no controle das crises convulsivas. O sufentanil é um analgésico opióide que não é indicado para o tratamento de crises convulsivas.

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