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Q1827522 Medicina
Mulher de 79 anos de idade apresenta quadro de queda do estado geral, adinamia, poliúria e sonolência progressiva há 10 dias. PA: 102 x 68 mmHg, FC: 115 bpm, escala de Glasgow: 12 (confusa e sonolenta) e T: 37,9 ºC; tórax: normal; não há déficit neurológico focal. Exames séricos: glicemia: 632 mg/dL; ureia: 92 mg/dL, creatinina: 1,8 mg/dL, Na+: 119 mEq/L e K+: 5,6 mEq/L; gasometria arterial: pH: 7,34 e bicarbonato: 19 mEq/L; exame de urina com marcada leucocitúria.
Além de infecção urinária, o diagnóstico correto da complicação do paciente é
Alternativas

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Tema central: O foco da questão é o diagnóstico diferencial das complicações agudas da hiperglicemia em contexto de paciente idosa com infecção associada a critérios laboratoriais típicos de distúrbios metabólicos do diabetes.

Justificativa da Alternativa Correta (D – Hiperglicemia grave):

A paciente apresenta:

  • Glicemia: 632 mg/dL
  • pH: 7,34
  • Bicarbonato: 19 mEq/L
  • Cetonúria positiva

Segundo o consenso de crises hiperglicêmicas (BMJ Best Practice, citado acima), para cetoacidose diabética (CAD) é obrigatório pH < 7,3 e bicarbonato < 18 mEq/L; para estado hiperosmolar hiperglicêmico (EHH) exige-se glicemia > 600 mg/dL, osmolaridade elevada, ausência de cetose e pH ≥ 7,3. Este caso não preenche todos os critérios para CAD ou EHH, ficando na classificação de hiperglicemia grave — condição intermediária, comum em pacientes idosos ou com comorbidades, segundo a diretriz SBC.

Análise das alternativas incorretas:

  • (A) Estado hiperosmolar hiperglicêmico: Ausência de acidose, mas deve ter ausência de cetonemia relevante; aqui há cetonúria positiva e intervalo pH/bicarbonato limítrofe, logo, critério não preenchido.
  • (B) Cetoacidose diabética: Exigiria acidose metabólica (pH < 7,3 e bicarbonato < 18), o que não ocorre neste caso.
  • (C) Coma hiperosmolar hiperglicêmico não cetótico: Critérios semelhantes à alternativa A, e idem inadequados à situação apresentada.
  • (E) Descompensação diabética mista: Não há critérios laboratoriais completos para ambos quadros simultaneamente.

Estratégias de Prova: Atenção às faixas de referência de pH e bicarbonato, e à exigência de todos os critérios diagnósticos para CAD e EHH: basta um não preenchido para descartar. Palavras como “mista”, “completa” e termos restritivos geralmente pedem rigor extra na checagem laboratorial.

Por fim, este caso ilustra a importância de reconhecer quadros de hiperglicemia grave não clássica em idosos, destacando a prática baseada em protocolos e segurança do paciente.

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A resposta correta é a alternativa D - hiperglicemia grave. A paciente apresenta um quadro de hiperglicemia elevada (glicemia: 632 mg/dL), que é uma complicação grave do diabetes. Além disso, outros sintomas como adinamia, poliúria e sonolência progressiva sugerem a presença de uma descompensação diabética. Embora a leucocitúria sugira uma infecção urinária, a hiperglicemia é a complicação mais preocupante e deve ser tratada imediatamente para evitar complicações mais graves, como a cetoacidose diabética ou o estado hiperosmolar hiperglicêmico.

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