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Q1827521 Medicina
Homem de 64 anos de idade, hemodinamicamente estável, sem droga vasopressora, está intubado devido a pneumonia multilobar. Os parâmetros do ventilador, no momento, são: modo pressão-controlada; FR: 16 ipm; VC: 6 mL/kg, FiO2 : 90%, pressão expiratória final positiva (PEEP): 7 cmH2O; pico de pressão inspiratória: 22 cmH2O e pressão de platô: 17 cmH2O. Gasometria arterial: pH: 7,34, PCO2: 36 mmHg e PO2 : 74 mmHg.
Com relação à insuficiência respiratória, nesse momento, a melhor conduta é 
Alternativas

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Tema central: O caso aborda a conduta diante de hipoxemia moderada em paciente sob ventilação mecânica, com pneumonia multilobar e parâmetros protetores.

Justificativa para a alternativa correta (B – aumentar a PEEP):

O paciente encontra-se com FiO2 de 90%, o que já é elevado e pode gerar toxicidade se mantida por período prolongado. A PaO2 de 74 mmHg indica hipoxemia significativa. A estratégia ventilatória protetora está adequada (VC 6 mL/kg e pressão de platô em 17 cmH2O), e o próximo passo recomendado nas diretrizes é otimizar a PEEP. O aumento da PEEP mantém mais unidades alveolares abertas durante a expiração, melhorando a oxigenação e permitindo, posteriormente, até a diminuição da FiO2. Conforme a Diretriz Brasileira de Ventilação Mecânica – 2013: “...visando manter PEEP suficiente para garantir uma adequada troca gasosa...”

Análise das alternativas incorretas:

A) Mudar para modo volume-controlado: Não há benefício comprovado em relação ao modo pressão-controlada quanto à oxigenação; o fundamental são os parâmetros protetores, já em uso.
C) Aumentar a FiO2: O paciente já está próximo do limite de toxicidade (90%). Diretrizes sugerem maximizar suporte alveolar (PEEP) antes de elevar a FiO2 acima de 60% por tempo prolongado.
D) Pronação: Reservada para hipoxemia grave refratária a ajustes ventilatórios iniciais. A estratégia preferencial é otimizar PEEP antes.
E) Aumentar o volume corrente: Elevar o VC ultrapassaria a estratégia protetora e aumentaria o risco de volutrauma/barotrauma, já que a pressão de platô está adequada.

Dicas de prova: Avalie sempre se a hipóxia pode responder a ajustes básicos (PEEP e FiO2), antes de recorrer a medidas mais invasivas ou arriscadas. Fique atento à ordem de prioridade sugerida em protocolos!

Resumo de protocolos:
PEEP é fundamental para manter troca gasosa e evitar toxicidade do O2.
Volume corrente baixo e pressão de platô < 30 cmH2O minimizam lesão pulmonar induzida pelo ventilador.

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Comentários

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Nessa situação clínica, o paciente apresenta uma insuficiência respiratória devido a uma pneumonia multilobar e encontra-se intubado com parâmetros ventilatórios controlados. A gasometria arterial apresenta uma hipoxemia moderada com uma PaO2 de 74 mmHg e uma PCO2 dentro da normalidade, indicando uma falha na oxigenação. A melhor conduta diante dessa situação é aumentar a pressão expiratória final positiva (PEEP) como indica a alternativa B. Isso porque a PEEP é responsável por manter as vias aéreas abertas, diminuir o shunt intrapulmonar e melhorar a oxigenação do paciente. A mudança para o modo volume-controlado ou aumentar o volume corrente não são indicados nesse momento, pois podem aumentar a pressão intratorácica, piorando a função cardiopulmonar. Aumentar a FiO2 pode melhorar a oxigenação, mas pode levar à toxicidade do oxigênio. A inversão do posicionamento do paciente é uma opção terapêutica em casos selecionados de insuficiência respiratória, mas não é a melhor opção para esse caso específico.

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