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Q1827516 Medicina
Homem de 37 anos de idade, com histórico de grave hipertensão, relata quadro de astenia, fraqueza, perda de peso e mal-estar de início há 1 mês. Há 5 dias evolui com piora clínica, cefaleia e turvação visual. Não há febre, dor torácica ou déficit neurológico focal. Ao exame físico: desidratado (+/4+), hipocorado (+/4+); PA: 246 x 156 mmHg, FC: 92 bpm, FR: 20 ipm e SatO2 de 94%; tórax: crepitações discretas em bases. Exames séricos: hemoglobina: 10,8 g/dL, leucócitos: 12600/mm3 e plaquetas: 92000/mm3; ureia: 68 mg/dL, creatinina: 2,2 mg/dL; sódio: 138 mEq/L, potássio: 3,1 mEq/L.
Mais provavelmente, o diagnóstico da síndrome apresentada pelo paciente pode ser confirmado por
Alternativas

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Tema central: O tema abordado é a identificação de emergência hipertensiva com comprometimento de órgão-alvo, especialmente retinopatia hipertensiva (em particular, hipertensão maligna) e o uso do exame de fundo de olho para confirmação diagnóstica.

Justificativa da alternativa correta (D):
O paciente apresenta evidências clássicas de emergência hipertensiva (PA > 180/120 mmHg) com sintomas neurológicos (cefaleia, turvação visual) e sinais de lesão de órgão-alvo (insuficiência renal, plaquetopenia). A presença de turvação visual sugere edema e danos retinianos.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 (Seção: Hipertensão com Múltiplos Danos aos Órgãos-alvo):
"A hipertensão maligna caracteriza-se pela presença de hipertensão em geral grave, retinopatia com papiledema, com ou sem insuficiência renal e/ou cardíaca..."
Assim, o exame de fundo de olho é fundamental para confirmar o diagnóstico ao identificar sinais clássicos como papiledema, hemorragias retinianas e exsudatos algodonosos, caracterizando retinopatia hipertensiva grave.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Ecocardiograma transtorácico: útil para avaliar repercussão cardíaca da hipertensão (hipertrofia, disfunção), mas não confirma a síndrome de hipertensão maligna.
  • B) D-dímeros: excluem tromboembolismo, irrelevantes nesse contexto clínico.
  • C) Troponina I: marcador de lesão miocárdica; fundamental em casos de dor torácica ou suspeita de infarto, mas não específico para retinopatia hipertensiva.
  • E) Ultrassonografia de rins e vias urinárias: útil em doenças renais crônicas ou agudas, porém não avalia lesão retiniana diretamente.

Estratégias para a prova: Identifique palavras-chave no enunciado como "turvação visual", "PA gravemente elevada" e "insuficiência renal". Isso sinaliza lesão de órgão-alvo, sendo o fundo de olho essencial para diagnóstico e estratificação do risco.

Referências: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, MSD Manuals, UpToDate, Harrison’s Principios de Medicina Interna.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D - exame de fundo de olho. O paciente apresenta sinais de uma possível hipertensão maligna, como a pressão arterial extremamente elevada e os sintomas neurológicos como cefaleia e turvação visual. O exame de fundo de olho é importante para avaliar possíveis alterações na retina, como hemorragias e exsudações, que são comuns em pacientes com hipertensão arterial descompensada. Os demais exames sugeridos nas outras alternativas não são adequados para o diagnóstico da síndrome apresentada pelo paciente. O ecocardiograma transtorácico é utilizado para avaliar a função cardíaca, d-dímeros são usados para diagnóstico de trombose, troponina I para avaliação de infarto agudo do miocárdio e ultrassonografia de rins e vias urinárias para avaliar possíveis alterações nessas estruturas.

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