Em relação à cardioversão elétrica sincronizada, é correto a...
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Tema central: Cardioversão elétrica sincronizada
A cardioversão elétrica sincronizada é um procedimento utilizado para reverter arritmias supraventriculares e certas taquiarritmias instáveis, sincronizando o choque com o complexo QRS, evitando assim a indução de arritmias ventriculares graves, especialmente durante a onda T.
Justificativa da alternativa CORRETA (C):
A cardioversão tem menor utilidade e pode ser perigosa em pacientes com intoxicação aguda por digitálicos, antidepressivos tricíclicos ou cocaína. Nestes casos, o risco de arritmias malignas, como fibrilação ventricular, está significativamente aumentado, podendo o choque elétrico precipitar ritmo letal.
Segundo as diretrizes e consensos nacionais (Manual de Primeiros Socorros do Ministério da Saúde; diretrizes brasileiras de hipertensão arterial), a cardioversão nesses cenários deve ser evitada, exceto em situações de extremíssima urgência, priorizando-se sempre o tratamento específico da intoxicação.
Destaco: “A cardioversão elétrica pode precipitar arritmias graves durante intoxicação digitálica e por antidepressivos tricíclicos.”
Análise das alternativas INCORRETAS:
A) Incorreta. O flutter atrial costuma responder melhor ao 1º choque de cardioversão elétrica (com taxa de sucesso geralmente maior que na FA), pois é uma arritmia mais sensível à desfibrilação. Segundo o UpToDate, a taxa de reversão no flutter é elevada mesmo com baixas energias.
B) Incorreta. Procedimentos de suporte avançado de vida exigem acesso venoso e monitorização cardiorrespiratória contínua para segurança do paciente, especialmente em casos de má perfusão periférica. A ausência desses cuidados pode colocar a vida em risco.
D) Incorreta. A dose inicial recomendada para flutter atrial é BAIXA (50-100J em corrente bifásica), conforme a American Heart Association. Não há refratariedade aumentada exigindo 200J, como ocorre em certas arritmias ventriculares.
E) Incorreta. Mesmo em pacientes hipotensos, sedação e analgesia devem ser consideradas para conforto e prevenção de sofrimento, selecionando agentes que menos impactem a hemodinâmica (ex: etomidato, midazolam em baixas doses). Evitar analgesia-sedação viola princípios éticos e de boas práticas.
Estratégia de prova: Destaque termos como “má-perfusão”, “dose inicial”, “evitar sedação”, pois costumam esconder pegadinhas ou conceitos inadequados ao contexto real do CTI.
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