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Q648821 Medicina
Criança, de um ano e seis meses, foi levada a um serviço de pronto atendimento com história de febre moderada e coriza, há aproximadamente dois dias. Ao exame físico: criança ativa; eupneica; hidratada; afebril; frequência respiratória 38irpm; frequência cardíaca 88 bpm; e ausculta pulmonar com roncos difusos. Rx de tórax : hipotransparência triangular na região paratraqueal direita do tipo vela de barco. O diagnóstico mais provável e a conduta adequada são, respectivamente :
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o diagnóstico diferencial em criança com sintomas de vias aéreas superiores, destacando a interpretação clínica e radiológica na prática pediátrica.

Justificativa da alternativa correta – Alternativa C (resfriado comum; conduta expectante):

A história clínica apresenta uma criança ativa, afebril, hidratada, eupneica, com coriza e febre prévia, evolução de apenas dois dias e ausculta revelando roncos difusos, típico de secreção em vias aéreas superiores. A radiografia de tórax mostra o “sinal da vela de barco” (hipotransparência triangular na região paratraqueal direita), que é compatível com tímus fisiológico em crianças, e não com patologia.

Segundo o Manual de Acompanhamento da Criança (Resfriado Comum):

“Doença branda do trato respiratório superior, cujos principais sintomas são: febre, obstrução nasal, coriza, espirro e dor na garganta... O diagnóstico é clínico e baseia-se na história e no exame físico. Exames laboratoriais e de imagem não são rotineiramente indicados, a menos que haja suspeita de complicações ou diagnóstico alternativo.”

A abordagem correta é expectante (aguardar a resolução espontânea), reforçando hidratação, monitorização e orientação quanto aos sinais de gravidade.

Análise crítica das alternativas incorretas:

Alternativa A (pneumonia; amoxicilina): Não há taquipneia significativa (FR<40), febre persistente nem estertores, tornando pneumonia pouco provável. Não há critério para antibioticoterapia.

Alternativa B (corpo estranho em via aérea; broncoscopia): O quadro é de evolução lenta, sem episódio súbito de tosse, disfagia, engasgo ou sinais de obstrução grave, comuns no corpo estranho.

Alternativa D (tumor de tórax; tomografia): Tumores torácicos são raros em lactentes, e não há sintomas sistêmicos, nem achados radiológicos compatíveis.

Alternativa E (endocardite; ecocardiograma): Não há febre persistente, sopro cardíaco novo, petéquias ou fatores de risco evidenciados; ausculta cardíaca normal.

Dicas para provas: Atenção a termos como “criança ativa, afebril, hidratada” — indicam doença benigna. O sinal radiológico descrito é um achado comum do tímus e não deve ser confundido com patologia.

Resumo: O quadro clínico e radiológico aponta para resfriado comum, quadro autolimitado, que dispensa antibióticos ou exames complementares na ausência de agravantes.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa C, que indica que o diagnóstico mais provável é o resfriado comum, e a conduta adequada é expectante. Isso porque a criança apresenta sintomas leves e moderados, como febre moderada e coriza, e o exame físico não evidencia sinais de pneumonia ou outro problema mais grave. Além disso, a radiografia de tórax mostra apenas uma hipotransparência triangular na região paratraqueal direita do tipo vela de barco, que pode ser um achado comum em casos de resfriado. Dessa forma, a conduta adequada é monitorar a evolução dos sintomas e tratar apenas sintomaticamente, sem a necessidade de antibióticos ou outras intervenções mais invasivas.

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