Paciente masculino, de 40 anos, vítima de queimadura de seg...

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Q648804 Medicina
Paciente masculino, de 40 anos, vítima de queimadura de segundo e terceiro graus em membro inferior esquerdo, abrangendo toda a circunferência do mesmo. Após 24 horas de evolução, apresentou edema importante na área acometida, redução da perfusão capilar distal; cianose; parestesia e dor de forte intensidade. Perante o quadro clínico apresentado, qual é a conduta imediata a ser tomada?
Alternativas

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Tema central: O caso aborda complicação vascular aguda em queimaduras circunferenciais de membro inferior, especialmente o desenvolvimento de síndrome compartimental secundária à formação de escaras rígidas.

Raciocínio clínico para a alternativa correta: O paciente evoluiu, após queimadura circunferencial profunda, com sinais sugestivos de sufocamento vascular distal: edema intenso, diminuição de perfusão capilar, cianose, dor desproporcional e parestesias. Estes são sinais clássicos de síndrome compartimental, condição que pode rapidamente levar à necrose muscular e perda do membro se não tratada corretamente.

Escarotomia com fasciotomia (alternativa D) é o procedimento imediato indicado, pois a escarotomia alivia a pressão causada pelas escaras na pele, e a fasciotomia é indicada quando a descompressão dos compartimentos musculares é necessária. Segundo a Cartilha de Tratamento de Emergência das Queimaduras do Ministério da Saúde: “Lesão circunferencial de membros pode comprometer a circulação distal, sendo necessária escarotomia de urgência”. A literatura de emergência, como o UpToDate, também enfatiza esta conduta diante dos sinais clínicos apresentados.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Reposição volêmica e eletrolítica: Fundamental na abordagem inicial de queimaduras extensas, mas não resolve a pressão compartimental estabelecida.
  • B) Exploração vascular: Indicada somente se houver suspeita de lesão vascular propriamente dita. Aqui, o problema é compressivo.
  • C) Conduta expectante: Inadequada. Síndrome compartimental é emergência: a demora pode causar necrose e perda de função.
  • E) Amputação do membro: Opção extrema, somente se houver necrose irreversível. O objetivo é sempre tentar preservar o membro.

Orientações e estratégias: Em provas, atente para enunciados que destacam “perda de perfusão”, “edema intenso”, “parestesias”, “dor intensa” após queimadura circunferencial, pois são pistas para diagnóstico de síndrome compartimental. Fique atento para não escolher respostas que tratam apenas a queimadura, mas não a complicação imediata e ameaçadora.

Resumo: Ao identificar sinais de síndrome compartimental pós-queimadura circunferencial, a conduta certa é escarotomia com fasciotomia, evitando amputação ou sequelas irreversíveis.

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A conduta imediata a ser tomada diante do quadro clínico apresentado é a escarotomia com fasciotomia, opção D. A queimadura de segundo e terceiro graus, quando em membros, pode ocasionar edema importante que, combinado com a perda de perfusão capilar distal, cianose, parestesia e dor, pode evoluir para a síndrome compartimental. A escarotomia é a incisão na queimadura para permitir a expansão do tecido e a redução da pressão, enquanto a fasciotomia é a abertura cirúrgica do compartimento afetado para aliviar a pressão, impedir a necrose muscular e restaurar a circulação adequada. A reposição volêmica e eletrolítica é importante na conduta, mas não é a primeira medida a ser tomada, enquanto as opções B, C e E não são indicadas neste caso.

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