Paciente de 30 anos de idade dom dor no pé esquerdo após qu...

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Q1826066 Medicina
Paciente de 30 anos de idade dom dor no pé esquerdo após queda de bicicleta. No raio x, apresenta fratura do colo dos 2° e 3° metatarsianos com provável desvio no plano sagital, encurtamento e desvio também no plano coronal. Sem sinais e sintomas de síndrome compartimental.
Qual é a conduta correta nesse caso?
Alternativas

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Tema central: Fraturas dos metatarsianos, especialmente com desvio no plano sagital, são lesões que exigem avaliação minuciosa para garantir alinhamento adequado, restaurar a função do pé e prevenir complicações como dor crônica e calosidade plantar. Em traumatismos envolvendo múltiplos metatarsianos com desvio, o principal desafio é quantificar o grau de desvio e planejar uma abordagem terapêutica precisa.

Justificativa da alternativa correta (D): A tomografia computadorizada (TC) fornece informações detalhadas sobre o alinhamento ósseo, sendo essencial para visualizar desvios no plano sagital, que costumam estar subestimados na radiografia convencional. Segundo a literatura ortopédica brasileira, a TC influencia diretamente o planejamento do tratamento cirúrgico, pois permite identificar com precisão deslocamentos e avaliar a necessidade de redução aberta e fixação interna, principalmente quando há desalinhamento significativo, como no caso descrito. Isso está em consonância com estudos publicados na Revista Brasileira de Ortopedia e defendido por consensos internacionais sobre o manejo desses traumas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Imobilização com gesso suropodálico por 3 semanas pode ser indicada em fraturas sem desvio ou minimamente deslocadas, o que não é o caso aqui.

B) Ressonância magnética (RM) é reservada para lesões ligamentares ou suspeita de lesão de partes moles. Não é o exame de escolha para avaliar desvio ósseo.

C) O desvio no plano coronal é importante, mas, conforme evidências, o desvio sagital é mais responsável por calosidade plantar e dor crônica. Radiografar o pé contralateral auxilia em comparação anatômica, porém não substitui a acurácia da TC. Esta alternativa pode confundir, pois não resolve o principal problema da fratura com desvio.

E) Órtese Robofoot é útil em fraturas estáveis e sem desvio. Com desvio, pode levar à consolidação em má posição, com prejuízo funcional.

Dica de prova: Cuidado com pegadinhas que priorizam imobilizações simples ou exames inadequados frente a fraturas com desvio significativo. Sempre associe o mecanismo de trauma e achados radiológicos à conduta mais detalhada, especialmente em contextos de desvio ósseo significativo.

Segundo o livro Campbell’s Operative Orthopaedics (p. 2581), “A TC é recomendada em todas as fraturas dos metatarsianos com suspeita de desvio no plano sagital para definir ao certo o grau de deslocamento”.

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Comentários

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A conduta correta para esse paciente seria a alternativa D - realizar TC para julgar adequadamente o desvio no plano sagital, que gera dor e calosidade com frequência. Isso porque, na fratura do colo dos 2º e 3º metatarsianos com provável desvio no plano sagital, é importante avaliar o desvio com precisão para decidir o melhor tratamento. Além disso, a TC pode ajudar a avaliar a extensão da lesão e guiar a conduta médica apropriada. Gesso suropodálico ou órtese tipo robofoot são opções de tratamento, mas a decisão final deve ser tomada com base em uma avaliação mais precisa da fratura. A RM para avaliação da integridade da placa plantar não é necessária neste caso, e a solicitação de um raio-x contralateral para auxiliar na tomada de decisão também não é indicada.

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