Recém-nascido diagnosticado com uma fratura de clavícula dir...
Qual é a opção correta em relação a esse caso?
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Tema central: Esta questão aborda o manejo da pseudoparalisia em recém-nascido com fratura de clavícula, que pode simular quadro de paralisia obstétrica, exigindo raciocínio clínico apurado para distinguir entre causas traumáticas e neurológicas da imobilidade.
Justificativa da alternativa correta (E):
No contexto do recém-nascido com fratura de clavícula por trauma de parto e ausência de movimento no membro correspondente, prioriza-se a hipótese de pseudoparalisia por dor. Segundo o “Atenção à Saúde do Recém-Nascido: Guia para os Profissionais de Saúde” do Ministério da Saúde: “A fratura de clavícula [...] pode causar restrições de movimentação do membro devido à intensa dor, podendo mimetizar uma paralisia obstétrica. [...] A evolução costuma ser benigna [...] a manipulação cuidadosa do membro envolvido já é suficiente para o tratamento.” (seção: Afecções por traumatismos obstétricos).
Portanto, o recomendado é aguardar cerca de 2 semanas para a recuperação óssea e reavaliar a movimentação. Persistindo a imobilidade, investiga-se então a possibilidade de lesão do plexo braquial.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Solicitar ENMG neste momento é desnecessário e precoce. A diferenciação entre pseudoparalisia e paralisia obstétrica se faz clinicamente, após a dor ceder.
B) A energia pode causar ambas lesões, mas aguardar 3 meses para intervenção cirúrgica em caso de paralisia obstétrica está em desacordo com a boa prática; a conduta inicial é observação e eventual fisioterapia, com indicação cirúrgica apenas para casos persistentes após avaliação neurológica especializada.
C) O início imediato de alongamentos é reservado para paralisia obstétrica comprovada. Aqui, trata-se de pseudoparalisia por dor.
D) Exploração cirúrgica imediata do plexo braquial não é recomendada diante de suspeita de pseudoparalisia — menos ainda sem diagnóstico confirmado.
Dica de prova: Fique atento à diferenciação entre pseudoparalisia (dor) e paralisia obstétrica (lesão nervosa). O histórico de trauma + dor localizada aponta para quadro transitório, enquanto ausência de reflexos, tônus e movimentação sem dor sugere neuropatia.
Conclusão: A conduta correta é observar e aguardar a evolução natural da fratura. O reconhecimento da pseudoparalisia evita procedimentos desnecessários e diagnóstico incorreto, conforme orienta o Ministério da Saúde.
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