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Q1826041 Medicina
Uma criança de 12 anos de idade, previamente hígida, apresenta-se com uma fratura fechada da diáfise do fêmur direito. Não apresenta trauma cranioencefálico, e a fratura não apresenta cominuição. Qual é o tratamento correto a ser instituído?
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Tema central: O tratamento das fraturas diafisárias do fêmur em crianças varia conforme a idade e o padrão da lesão. A escolha do método depende da estabilidade necessária, potencial de remodelação óssea e do risco de complicações, pontos essenciais para quem atua na ortopedia pediátrica.

Alternativa correta: D) Haste intramedular anterógrada rígida travada

Para pacientes com 12 anos de idade, especialmente sem cominuição, a haste intramedular rígida travada é o método recomendado pelas diretrizes (Projeto Diretrizes AMB/CFM e Society of Pediatric Orthopaedics), pois oferece:

  • Estabilização eficaz e duradoura, fundamental nessa faixa etária com alto índice de atividades físicas.
  • Permite mobilização precoce, diminui riscos de complicações associadas à imobilização, como trombose e rigidez articular.
  • Reduz internação e impacto psicossocial negativo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT, Manual de Ortopedia): “Em crianças acima de 11 anos, é recomendável o uso de haste intramedular rígida devido à maior estabilidade e baixos índices de complicações.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Tração esquelética e gesso: método tradicional para crianças menores, mas envolve longa internação, riscos de consolidação viciosa e imobilização prolongada; não é padrão para 12 anos.
  • B) Hastes flexíveis: indicadas para crianças menores (geralmente até 10 anos ou 40 kg), pois não suportam forças de crianças maiores — risco de falha mecânica.
  • C) Gesso pelvipodálico: reservado para crianças pequenas; em pré-adolescentes, não consegue manter redução adequada, principalmente se houver instabilidade.
  • E) Fixador externo com hastes flexíveis: uso restrito para fraturas abertas ou com lesão de partes moles, não para casos fechados e sem cominuição.

Estratégia de prova: Atenção ao fator idade! Questões desse tipo costumam diferenciar os métodos de acordo com o estágio de crescimento ósseo. Cuidado com pegadinhas oferecendo técnicas para faixas etárias inadequadas.

Resumo: O tratamento padrão para fratura diafisária do fêmur em crianças por volta dos 12 anos é a fixação com haste intramedular rígida travada, de acordo com os manuais da SBOT e principais diretrizes internacionais. Essa conduta oferece estabilidade adequada, rápida reabilitação e menores taxas de complicação.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D, que consiste no uso de uma haste intramedular anterógrada rígida travada. Isso ocorre porque a fratura é fechada, sem cominuição e sem desvio significativo, o que permite a inserção da haste intramedular para estabilização da fratura. A tração esquelética e o gesso são tratamentos obsoletos para fraturas de fêmur, enquanto a cirurgia com hastes flexíveis pode não ser suficiente para fornecer a estabilidade necessária para a fratura. O uso de fixador externo associado a hastes intramedulares flexíveis também é uma opção, mas neste caso, a fratura não apresenta desvio significativo, o que não justifica o uso de um fixador externo.

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